Hello darkness, my old friend, I've come to talk with you again, Because a vision softly creeping, Left its seeds while I was sleeping, And the vision that was planted in my brain Still remains Within the sound of silence.
quinta-feira, 22 de dezembro de 2011
...
Nossa capacidade cognitiva, o que nis difere de todas as outras criaturas é que nos dá condições de refletir sobre o que nos aflge.
Refletir sobre o sofrimento é essencialmente refletir sobre os limites, isto porque tudo que nos limita, de alguma forma, nos expõe a um contexto e angústias, ansiedades e questionamentos.
É o nosso específico humano querendo descobrir o sentido do que se passa em nossa vida. Ao tocar a dura realidade dos sofrimentos, ao formular esta pergunta-chave, ao investigar o porque, agente acaba encontrando uma multiplicidade de respostas, ou não...
Sofremos porque não podemoes tudo o que queremos. Sofremos porque temos um corpo que está condicionado aos limites de sua estrutura e possibilidades. Sofremos porque somos afetados constantemente por situações que nos desinstalam e nos entristecem. Sofremos porque não conseguimos embarcar a totalidade dos fatos, ou porque nem sempre podemos compreendê-los.
Sofremos porque não encontramos as respostas que necessitamos, ou porque nos deparamos com respostas que nos assustam.
Sofremos porque não somos capazes e fazer tudo sozinhos; somos dependentes dos outros e, por mais que queiramos, não teremos como dar conta de tudo sem que os outros interfiram. Sofremos porque carecemos, porque somos incompletos, porque somos inacabados.
Sofremos porque nem sempre podemos mudar a ordem das coisas, a sequencia dos acontecimentos. Sofremos porque não sabemos dizer não. Sofremos porque não sabemos dizer sim. Sofremos porque dissemos sim em ocasiões em que deveríamos ter dito não. Sofremos porque dissemos não em ocasiões que deveríamos ter dito sim.
Sofremos porque nos apegamos aos outros, e por vezes os afastamentos são inevitáveis. Sofremos porque nos traímos, nos abandonamos. Sofremos porque somos INJUSTAMENTE JULGADOS, ofendidos, caluniados. Sofremos porque experimentamos a morte em sua porção diária. Sofremos porque vemos violência ao nosso lado e em nós. Enfim, sofremos por uma infinidade de coisas e não temos como mudar o fato de sermos naturalmente afetados pelos desajustes da vida...Tudo bem, mas se não podemos evitar o sofrimento, o que podemos fazer para aprender a lidar com isso...?
Como sofrer...? É diante dessa pergunta que procuramos buscar um novo caminho. Se não temos como mudar a vida, então precisamos descobrir um jeito de sermos transformados por ela.
Se eu não posso mudar o fato de ter que sofrer, então posso encontrar um modo de como sofrer. É mais uma vez uma proposta de mudança de foco...muitos sofrimentos que nos atingem são otimizados por nossa maneira de lidar com eles. A matéria que nos faz sofrer nem sempre é tão grave. O problema é a forma de lidarmos com ela. O revestimentos que damos aos nossos problemas torna-se maior do que o próprio problema.
Muito facilmente fazemos tempestade em copos e água, porque nos falta sabedoria na lida com os acontecimentos que estimulam os nossos limites. Mesmo que seja natural, o sofrimento ainda é enfrentado como se fosse um inimigo.
É claro que não queremos sofrer. A resposta humana diante dos desafios da vida é sempre de proteção. O ser humano vive para proteger-se dos limites que tem, mas não podemos fugir desta verdade - eles são parte integrante de nossa condição e não podemos mudar isso.
Mas, diante de tudo o que não podemos, há sempre o que podemos aprender e compreender. Talvez seja este o movimento possível diante da dor. Encontrar nela uma resposta, ainda que silenciosa, que nos sugira e proporcione um aprendizado.
A sabedoria nos ensina que diante de uma vida que sofre, as perguntas podem parecer inoportunas. Uma atitude vale muito mais. Apressamo-nos muit em fazer perguntas no momento da dor. Por que isso nos aconteceu? Por que estamos passando por isso? Por que pessoas boas sofrem tanto?
O grande risco é que nossa multiplicidade de perguntas não permita o nascimento de sabedorias, afinal, a sabedoria costuma acontecer somente apartir da experiência da contemplação.
Temos aprendido, a duras penas, que o bom da vida não está em chegar às respostas, mas sim em aprender a conviver com as perguntas. Nem sempre nos tornamos aliados desta forma de sabedoria;
Insistimos muito em querer respostas, e com isso perdemos a mística das boas perguntas. Há perguntas que podem nos alimentar de maneira positiva durante uma vida inteira.
Nem sempre as respostas possuem este poder, pois caem no esquecimento com muita facilidade. As perguntas não! Elas duram o tempo da busca. E há buscas que não sabem no tempo. Elas possuem o dom de nos alimentar por toda nossa história.
São perguntas que nos seguram na dinâmica da vida. Não são perguntas que se alimentam de respostas, mas perguntas que se alimentam de esperanças! Elas se tranformam em motivos, que podem ser sempre novos, porque um motivo vai alimentando outro.
Às vezes encontramos histórias de homens e mulheres refugiados em seus eremitérios, lugares reservados à solidão, distantes das exigências da vida contemporânea. Pessoas que abandonaram o mundo e sua fabricação de respostas rápidas, transitórias, para se refugiarem com suas perguntas silenciosas.
Eles não querem respostas rápidas, produzidas em série. Eles querem as perguntas que se transformam em motivos. Eles querem as perguntas artesanais, aquelas que são contruídas aos poucos, na calma que nutre a sabedoria.
Eles não temem o que ainda não sabem, mas descobrem neste lugar da vida a beleza da contemplação. O não saber não é uma prisão, ao contrário, é uma fonte de liberdade.
A diferença está na forma como olham para o que ainda não sabem. Ao invés de se alimentarem de desejos de responder, eles mergulham na pergunta que merece calma e nelas permanecem. Eles descobrem a mística do questionamento ansiedade de chegar à resposta. Descobrem no processo do não saber um jeito bonito de permanecerem.
Muitos sofrimentos nascem de nossa incapacidade de permanecermos na pergunta. O grande problema é quando a insistência da pergunta nos incapacita para descobrir a resposta. É neste momento que corremos o risco de mergulhar numa modalidade de sofrimento que é ansolutamente infértil...
300 dias...
sábado, 12 de novembro de 2011
...........................
Todas as minhas fotos parecem desbotar para o preto e branco
Estou ficando cansado e o tempo fica impassível diante de mim
Congelado aqui na escada da minha vida
Tarde demais para me salvar da queda
Eu me arrisquei e mudei seu modo de vida
Mas você interpretou mal minha intenção quando eu te encontrei
Fechou a porta e me deixou cego pela luz
Não deixe o sol se pôr em mim
Embora eu procure a mim mesmo, é sempre outro que eu vejo
Eu simplesmente permiti que um fragmento de sua vida vagueie livre
Mas perder tudo é como o sol se pôr em mim
segunda-feira, 7 de novembro de 2011
"Rosas"
Eu paguei minhas dívidas e tentei experimentar o que eu pensei
Saber ser real, não fiz acusações
Eu estive em vários lugares, eu vi as marés,
Eu comprei um livro de regras para cada moeda que eu pude roubar
E então eu passei a olhar para as estrelas, quando elas ainda não haviam nascido
E conseqüentemente, chorei em minhas antigas feridas
E na máscara que não me servia mais
E quando eu estou chorando sozinho
...quando eu estou frio como uma pedra morrendo
Cultive para mim um jardim de rosas
Pinte as cores do céu e da chuva
Ensine-me a falar com suas vozes
Mostre-me o caminho e eu tentarei de novo
Eu ouvi os rumores, provoquei incêndios
Semeei várias peças sórdidas para me lembrar do que eu preciso,
Temi os demônios que eu liberei
Eu tentei ao máximo me proteger,
Mas a cura parece não acontecer quando você esconde as origens
Então me deparei com um curandeiro,
E ele me mostrou o que eu havia perdido
Caso eu tivesse adiado isso aconteceria por minha própria conta,
E com minha própria voz cheia de desprezo
Agora sm você as coisas parecem ser um pouco mais complicadas...
E a vida tem o rosto de um jogo mórbido
Com você não parecia tão impossível...mas você...
Bom...agora tudo parece se encaixar...
254 dias...
sexta-feira, 21 de outubro de 2011
...
segunda-feira, 19 de setembro de 2011
Curativos...
- O que você tem?Porque está tão inquieto dentro de mim?
Você está doente?
Fiquei uns minutos em silêncio e aí foi minha alma a começar a ficar inquieta. Perguntei a ela:
- O que tens? Porque se atormenta dentro de mim?
Minha alma disse:
- Estou assim porque você está assim; você me faz perguntas, mas não tenho as respostas e sei que isso o faz infeliz. Você se sente tão pequeno, e isso me faz pequeno também. Você queria ser diferentee eu fico triste por você. Você está tão só, e eu me sinto sem você. Mais uma vez tornei a ficar em silêncio. E foi aí que meu coração
meio confuso me respondeu:
- Estou tão triste. Sinto-me tão pequeno. Estou magoado com você!
Fiquei sem jeito e perguntei:
- O que foi que eu te fiz?
Ele respondeu:
Você sofre tanto com as pessoas; preocupa-se com elas, é atencioso, procura ser prestativo e na maioria das vezes, sempre se decepciona. Você ama e depois sofre
e fala que a culpa é minha. Você espera por algo que não vem e fica triste. Aí você chora e dói em mim. Preciso de curativos. Curativos bons.
Perguntei ao meu coração:
- Como assim, bons?
Ele respondeu:
Curativos que estanquem essa sua tristeza, essa sua mágoa,
essa sua solidão. Que estejam com você nos dias frios e nas noites vazias, nos dias de tempestade
e nas horas que você se sentir tão só. Que eles sejam tão grandes que possam envolver seu corpo em um abraço cheio de ternura e que você se sinta seguro e amparado.
Curativos que te façam sentir o quanto você é especial e amado, mesmo que você nunca tenha sentido esse amor, nem de seus próprios pais.
Preciso de bons curativos, que não sejam eternos, afinal nada é para sempre, mas, que não sejam descartáveis. Curativos que absorvam esse sofrimento, essa dor. essa ferida que não se vê, apenas se sente.
Que sejam fortes, e a prova d’água, para que não se estraguem com suas lágrimas, que sejam macios, para poder te fazer carinho nos dias em que você se sentir carente. Curativos que, acima de tudo nunca o decepcionem,
prometendo coisas que não cumpram.
Curativos companheiros e sinceros, que se importem realmente com você. Não quero pena, quero amor. Amor de verdade. Preciso que você também se ame e prometa que vai procurar cuidar mais de mim, sou parte de você e se você sofre eu sofro também.
Queria poder colocar você dentro de mim, secar suas lágrimas, ninar você. Dizer-te que tudo vai passar e te proteger das decepções da sua vida, afinal você já sofreu tanto que não sei como ainda consigo bater forte em seu peito!
Você é especial, pena ninguém perceber isso...
204 dias "sem você".
segunda-feira, 8 de agosto de 2011
Uma história
Para que as ondas a levem através dos 7 mares;
Ate tornar-se lenda na boca de estrelas cadentes.
Conte a sua história ao vento,
Cante aos mares para os muitos marujos;
Cujos olhos são faróis sujos e sem brilho.
Escreva no asfalto com sangue,
Grite bem alto a sua história antes que ela seja varrida na
Manha seguinte pelos garis.
Abra o peito em direção dos canhões,
Suba nos tanques de Pequim,
Derrube os muros de Berlim,
Destrua as cátedras de Paris.
Defenda a sua palavra,
A vida nao vale nada se você nao tem uma boa história pra contar.
quarta-feira, 27 de julho de 2011
As vezes...
Às vezes nada acontece como nós queremos como nós desejamos
Às vezes esperamos algo... Mas nunca vem
Às vezes amamos alguém
Às vezes alguém nos ama
Mas não somos correspondidos e não correspondemos à altura
Às vezes temos a oportunidade de sermos felizes, mas não conseguimos
Às vezes a felicidade esta onde nós menos esperamos
Às vezes está em nossa frente diante dos nossos olhos
Mas por algum motivo não conseguimos enxergar
Quando conseguimos enxergar, já é tarde...
Perdemos a oportunidade que não teremos mais
Às vezes sentimos culpados por não termos enxergado o que esta diante de nossos olhos
Às vezes não nos perdoamos
Por medo
Por não ter tentado
Por não ter acreditado
Por não ter dado uma chance
E acabamos perdendo o que poderia ser a felicidade...
Às vezes olhamos para trás e sentimos que poderíamos ter arriscado
E mesmo com o medo
Ter tentado
Ter acreditado
Ter dado uma chance
Às vezes temos que arriscar para não cometer-mos os mesmos erros do passado
Às vezes temos que olhar a nossa volta
Procurar o que nos faz feliz, o que nos deixa feliz
O que nos faz bem, o que nos faz sentir bem
Aproveitar as oportunidades
A vida é assim...
150 dias sem você...
domingo, 24 de julho de 2011
E o tempo passou...
Todos os problemas que tivemos
E todas aqueles dias que passamos acordados gaswtando nossas poucas horas de sono...
Será que tudo isso foi em vão
Todas as "promessas" que fizemos
Uma à uma elas desaparecem do mesmo jeito...
De todas as coisas que eu ainda lembro...
O verão nunca mais vai parecer o mesmo
Os dias passam e o tempo parece voar
Mas as memórias permanecem
No meio de Janeiro
Nós ainda "brincávamos na chuva"
Nada mais a perder além de tudo que ganhamos...
[...]
Sabe...refletindo agora sobre como as coisas poderiam ter sido...
Valeu a pena no final [...]
Agora tudo "parece tão claro"
Não sobrou nada à temer.
...Então nós fizemos nosso caminho encontrando o que era "real"
[...] Agora os dias são tão longos
Que o verão está passando
*Por fim nós alcançamos alguma coisa que já se foi*
...
Nós sabíamos que um de nós teria que "deixar essa cidade"
Mas nós nunca sabíamos quando mas sabiamos como...
Nós terminaríamos aqui da maneira que somos!
Sim...eu nunca soube de nada...[...]
"Sabe, as vezes agente escuta de umas pessoas que nós estamos deixando para escanteio o amor próprio mas a verdade é que quem procura amar demais a si próprio acaba por esquecer de dividir esse amor com aqueles que também o merecem..."
Menegucci C. R.
quarta-feira, 13 de julho de 2011
...
O VALOR DA AMIZADE
Numa aldeia vietnamita, um orfanato dirigido por um grupo de missionários
foi atingido por um bombardeio. Os missionários e duas crianças tiveram
morte imediata e as restantes ficaram gravemente feridas. Entre elas, uma
menina de oito anos, considerada em pior estado. Era necessário chamar
ajuda por uma rádio e ao fim de algum tempo, um médico e uma enfermeira da
Marinha dos EUA chegaram ao local.
Teriam que agir rapidamente, senão a menina morreria devido aos
traumatismos e à perda de sangue. Era urgente fazer uma transfusão, mas
como? Após alguns testes rápidos, puderam perceber que ninguém ali possuía
o sangue preciso. Reuniram então as crianças e entre gesticulações,
arranhadas no idioma, tentavam explicar o que estava acontecendo e que
precisariam de um voluntário para doar o sangue. Depois de um silêncio
sepulcral, viu-se um braço magrinho levantar-se timidamente. Era um menino
chamado Heng. Ele foi preparado às pressas ao lado da menina agonizante e
espetaram-lhe uma agulha na veia. Ele se mantinha quietinho e com o olhar
fixo no teto. Passado algum momento, ele deixou escapar um soluço e tapou
o rosto com a mão que estava livre. O médico lhe perguntou se estava doendo
e ele negou. Mas não demorou muito a soluçar de novo, contendo as lágrimas.
O médico ficou preocupado e voltou a lhe perguntar, e novamente ele negou.
Os soluços ocasionais deram lugar a um choro silencioso mas ininterrupto. Era
evidente que alguma coisas estava errada.
Foi então que apareceu uma enfermeira vietnamita vinda de outra aldeia. O
médico pediu então que ela procurasse saber o que estava acontecendo com
Heng. Com a voz meiga e doce, a enfermeira foi conversando com ele e
explicando algumas coisas, e o rostinho do menino foi se aliviando... minutos depois ele estava novamente tranqüilo.
A enfermeira então explicou aos americanos: "Ele pensou que ia morrer; não
tinha entendido direito o que vocês disseram e estava achando que ia ter
que dar todo o seu sangue para a menina não morrer."
O médico se aproximou dele e com a ajuda da enfermeira perguntou:
- "Mas se era assim, porque então você se ofereceu a doar seu sangue?"
E o menino respondeu simplesmente:
- "Ela é minha amiga."
domingo, 26 de junho de 2011
...de volta novamente.
Eu só tenho a mim mesmo para culpar.
E eu me pergunto se você sentirá o mesmo novamente....
118 dias sem você...^^,
terça-feira, 21 de junho de 2011
Curto
quarta-feira, 1 de junho de 2011
....
Acalmando os seus medos e incertezas
...Nos sorrisos que adormecem
O cansaço dos dias pequenos
Irei te fazer compania no escuro
Quando os seus passos incertos,
Ensonados
Pedem por um copo de leite
Que está para lá do seu quarto
Eu sou "aquele seu amigo invisível"
Que como os sonhos de sua imaginação
Inventa e escreve
Trazendo a ti a paz e o consolo
De um novo amanhecer...
92 dias sem você.
obs: ando sem criatividade para títulos como ja devem ter percebido...
terça-feira, 24 de maio de 2011
[...]
É por isso que eu não vou voltar atrás
Você nunca vai aprender a voar
[...]
84 dias sem você...
quarta-feira, 18 de maio de 2011
...
78 dias sem você....
segunda-feira, 2 de maio de 2011
...
62 dias sem você...
domingo, 1 de maio de 2011
Come, Destiny...
A cure will be always mine
61 days without you...
quarta-feira, 27 de abril de 2011
Estar em paz...
57 dias sem você...
quinta-feira, 7 de abril de 2011
Um só sangue...
terça-feira, 29 de março de 2011
...
terça-feira, 22 de março de 2011
Olá...
segunda-feira, 21 de março de 2011
La différence pt2
quinta-feira, 17 de março de 2011
Opção
17 dias sem você...
um breve conto
terça-feira, 15 de março de 2011
vida em alguns segundos.
segunda-feira, 14 de março de 2011
Noites Escuras
domingo, 13 de março de 2011
...
I held her close I kissed her - our last kiss,
I lost my love, my life that night.
sexta-feira, 11 de março de 2011
...
E a inocência de uma criança que é comprada e vendida, em nome "dos malditos". A sua falta de vontade de lutar e persistir deixou o silêncio e frio...
Perdoe-me, por favor, pois eu não sei o que faço. Como posso sentir mágoa que eu sei, é verdade.
Me diga quando o beijo do amor virar uma mentira! Por trás dessa cicatriz se esconde bem lá no fundo o medo de correr até você. Por favor, deixe que haja luz nesse quarto escuro. E todos momentos preciosos colocados de lado novamente! E o sorriso da madrugada traz a mancha da luxúria cantando meu réquiem...
Como posso encarar o dia enquanto sou torturado por aquilo que acredito e assistir isso cristalizando enquanto minha salvação vira pó?
Por que não posso guiar o navio antes dele encontrar a tempestade? Eu cai no mar, mas eu ainda nado em busca da praia...
terça-feira, 1 de março de 2011
Cartas da Guerra

Ela foi até a caixa postal
sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011
La différence

você fica acordada por 16 horas.
eu permaneço por dias a fio.
Você toma um banho para ajudar a acordar.
Eu fico dias ou semanas sem água corrente.
Você se queixa de dor de cabeça e diz estar doente.
Eu "levo tiros" enquanto vejo meus amigos serem atingidos, e continuo a avançar.
Você coloca sua camisa de "não dê suporte as tropas" e vai encontrar seus amigos.
Enquanto eu luto pelo seu direito de usar essa camisa.
Você fala besteiras dos seus amigos que não estão com você.
Eu sei que talvez nunca mais veja os meus.
Você caminha pela praia estrelado por pessoas bonitas.
Eu patrulho as ruas procurando por insurgentes e terroristas.
VocÊ se queixa de como está quente.
Eu uso equipamento pesado, sem me atrever a tirar o capacete para enxugar a testa.
Você sai para comer e se queixa porque o restaurante trouxe o pedido errado.
Eu ainda não comi hoje...
Sua empregada arruma sua cama e lava suas roupas.
Eu uso as mesmas roupas por semanas, mas me certifico de manter minha arma limpa.
Você vai ao salão ajeitar o seu cabelo.
Eu não tive tempo de escovar meus dentes hoje...
Você fica com raiva porque sua aula acabou 5 minutos depois.
Eu fico sabendo vou ter de ficar por mais 2 meses.
Você chama seus amigos para sair hoje a noite
Eu espero emails e cartas de casa.
Você pode beijar e abraçar seus amigos e familiares, como você faz todos os dias.
Eu trago "para dentro" suas palavras e sinto seu perfume.
Você critica o governo e diz que a guerra nunca resolve nada.
Eu vi inocentes sendo torturados e mortos pelo seu próprio povo...e me lembro porque estou lutando.
Você escuta piadas sobre a guerra, e acha engraçado homens como eu.
Eu escuto tiros, explosões e gritos de pessoas feridas.
VocÊ só vê o que a mídia quer que você veja.
Eu vejo corpos mutilados ao meu redor.
Seus pais lhe convidam para sair. Você não vai.
Eu faço exatamente o que me mandam mesmo que eu tenha que colocar minha vida em perigo.
Você fica em casa assistindo tv.
Eu pego todo o tempo que sobra para mim e escrevo para você, para meus familiares.
Você se sente orgulhosa por viver em um país livre.
Eu me sinto orgulhoso por lutar pela sua liberdade.
Você se sente alegre de estar em casa com sua família.
Eu tenho sorte de poder te ver pela primeira vez...
Se você é a favor ou contra, é irrelevante. A realidade é que esses homens ainda estão lutando e morrendo "por nós".
Tudo que eu queria é que houvessem pessoas no mundo inteiro para reconhecer e agradecer a estes homens pelo seu tempo e serviço ao MUNDO.
segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011
....
Assim como os pássaros conhecem seus ninhos,
Sem dúvida num vôo livre,
Que se abre no infinito.
Vou aprender a caminhar com você,
Assim como as estrelas respeitam o brilho da lua,
Que sabe que como aquela só existe uma única no mundo.
Vou aprender a brigar com você,
Assim como as ondas do mar que brigam e se debatem inutilmente,
Para depois se transformarem em espumas suaves na areia.
Vou aprender a entender você,
Assim como as montanhas entendem as nuvens e se esticam como se pedindo chuva para os seus campos secos.
Vou aprender a amar você,
Assim como os pássaros amam a liberdade,
Os rios amam suas águas,
As estrelas amam o céu,
As ondas amam o mar,
As montanhas amam seus campos.
Vou aprender a amar você com o mais puro e sublime sentimento...
quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011
....
quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011
{x | ∃ x ∈ Ø /\ x ∉ A}
O tempo passou, e agora parece que nada realmente aconteceu...deveria eu me sentir melhor assim? sim, se não fosse o espelho para me mostrar o monstro que eu me tornei...
É com uma dor enorme que arrumo "minhas" coisas.
Coisas minhas, essas, que não também não sei se são mesmo..."enfiar coisas na mala" é uma terapia que só gente estúpida tem que fazer...é como "rechear um pão", a única diferença é que o "pão" não se recheia com lembranças.
Agora que a VIDA me 'olha nos olhos' eu começo a perceber que 'encarar a morte' não era tão ruim...só bastava um segundo e tudo estava acabado...por fim eu "morri e continuei vivo" o que por incrível que pareça, hoje me causa desespero...
Porque eu sinto isso tudo agora?..sabe que eu não sei. Eu só sei que quando se cessou o som das bombas, dos tiros, dos gritos, do choro, eu percebi essa dor gritando bem alto aqui dentro de mim, mas é só agora que decidi continuar andar com essa "cicatriz". Você também consegue escutar? sou eu...
Tudo bem se quiser esquecer, tudo bem se você quiser chorar depois...mesmo estand machucado eu "estou bem", eu vou ignorar essa dor porque ainda tenho pernas. Enquanto a confiança das pessoas em mim se quebrava num som estrondoso, eu percebi o "som do vento" dizendo tudo o que viria depois daquela dor...mesmo ignorando todo mundo, eu me lembrei daquela noite em que uma lágrima caiu das estrelas para me proteger, era você?...Essa voz aqui dentro parece triste, eu quero encontrar essa voz chorando...
"...O que é um absurdo porque, não existe elementos em Ø. Logo, não pode existir o conjunto A que não contenha Ø...
A união do conjunto vazio com qualquer conjunto A é A; A intersecção do conjunto vazio com qualquer conjunto A é o conjunto vazio;"
terça-feira, 15 de fevereiro de 2011
últma tentativa...
sábado, 12 de fevereiro de 2011
sábado, 5 de fevereiro de 2011
quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011
Íntimo
terça-feira, 1 de fevereiro de 2011
[...]
Ao menos era o que esperava...mas nao sentimos na mesma intensidade. Nos encontramos em situaçoes totalmente contrárias e o tempo que me sobra para pensar em voce nos meus dias é diferente dos teus dias recheados..." - amanha vai estar tudo bem, aguente firme, se nao depois de amanha" e assim por diante, assim dessa maneira um "Oi" da sua parte nao se faz necessario. Falta acho que nao sentiu, a cabeça cheia e o dia é curto demais...eu compreendo. As vezes estamos naqueles dias em que precisamos de um pouco de atençao mesmo que saia um pouco forçado, o que nao significa nada para voce pode significar muito para o outro e ser ponto crucial...mesmo que seja mentira, no fundo, para quem espera se torna verdade e isso da ânimo e coragem para continuar o dia.
Bom, como tudo passa, isso também vai passar, é só esperar e superar...
De longe te hei de amar- da tranquila distância entre nós, em que o meu amor é saudade e o desejo, constância...
-Adam
domingo, 30 de janeiro de 2011
Falta...
De nossas parcerias criativas
De tua adorável companhia
Gosto de ler o que escreve
Entender todas as metáforas
E responder com minha verve!
Sei que nem sempre consigo te acompanhar
Pois teus escritos são ricos, são demais
Mas me reinvento nas tentativas de rimar
Teus verbos: ser, amar, estar e poder,
Desfilam nas folhas de papel
Fazendo-me conjugar: o dar, doar, ceder...
E nas noites, quanto bate a solidão,
Sinto mais falta de você
E da alegria que traz pro meu coração!
quinta-feira, 27 de janeiro de 2011
Culpa...
que atormentam a minha mente.
O choro dos bebes,
o som das balas que actuam como a Morte,
o grito das mulheres por terem de deixar a familia,
o estrondo dos prédios a sucumbirem,
o grito de fúria dos bombardeamentos e
a rendição dos heroís que combatem na guerra.
E também vejo os fantasmas,
das pessoas que assassinei a sangue frio, em ocasionais aparições de desespero que os pesadelos me concedem.
terça-feira, 25 de janeiro de 2011
[...]
Sempre quis ser herói mas nunca passei de um covarde...
Eu não era nada para você, e talvez continue assim.
Um dia eu conheci uma garota...
[...] mas eu não sabia...
Ela é tudo que eu não tive.
Enquanto eu chorava ela sorria
Enquanto eu amaldiçoava minha refeição, ela me falava sobre os sabores da vida.
Enquanto os outros viravam as costas ela fez questao de olhar nos meus olhos.
Ela disse que iria me esperar.
Ela disse que iriamos "nos casar".
Quando ela olhou ao meu redor não viu só espelhos quebrados.
Quando eu não tinha lugar para ir, ela me mostrou seu coração...
Eu não sou herói, e não cheguei perto de ser...
Só quero que ela continue comigo.
Eu queria dizer que te amo
Mesmo que o amor fique sem jeito
Mesmo que a distância nos leve para caminhos diversos e desertos
Mesmo que o tempo seja inimigo
Mesmo que a tristeza faça parte da saudade
Mesmo que o sabor doce se transforme em fel
Mesmo que o salgado seja um pouco insosso
E o açúcar não tenha gosto de mel.
Eu continuo a dizer que eu...
Sem sombra, sem lama
Sem lua, sem céu
Sem rua, sem véu
Sem estrelas, sem chuva
Sem o relâmpago incandescente da tempestade
Sem as nuvens tonitruantes da escuridão.
Na procura incessante com a vontade permanente
Mesmo que seja de uma vida inteira ou de um momento casual breve.
Eu continuo a dizer que te amo
Mesmo que ninguém entenda o que há dentro de mim
Mesmo que eu não saiba porque sou assim.
...Nas multifaces do amor podendo ser encontradas
Na complementaridade do poder do sentir, amar e entender.
Por isso continuo a dizer que te amo mesmo sem saber por quê.
-Adam
segunda-feira, 24 de janeiro de 2011
O peso que nós levamos...
Olho ao meu redor e descubro que as coisas que quero levar não podem ser levadas. Excedem aos tamanhos permitidos. Já imaginou chegar ao aeroporto carregando o colchão para ser despachado?
As perguntas são muitas... E se eu tiver vontade de ouvir aquela música? E o filme que costumo ver de vez em quando, como se fosse a primeira vez?
Desisto. Jogo o que posso no espaço delimitado para minha partida e vou. Vez em quando me recordo de alguma coisa esquecida, ou então, inevitavelmente concluo que mais da metade do que levei não me serviu pra nada.
É nessa hora que descubro que partir é experiência inevitável de sofrer ausências. E nisso mora o encanto da viagem. Viajar é descobrir o mundo que não temos. É o tempo de sofrer a ausência que nos ajuda a mensurar o valor do mundo que nos pertence.
E então descobrimos o motivo que levou o poeta cantar: “Bom é partir. Bom mesmo é poder voltar!” Ele tinha razão. A partida nos abre os olhos para o que deixamos. A distância nos permite mensurar os espaços deixados. Por isso, partidas e chegadas são instrumentos que nos indicam quem somos, o que amamos e o que é essencial para que a gente continue sendo. Ao ver o mundo que não é meu, eu me reencontro com desejo de amar ainda mais o meu território. É conseqüência natural que faz o coração querer voltar ao ponto inicial, ao lugar onde tudo começou.
É como se a voz identificasse a raiz do grito, o elemento primeiro.
Vida e viagens seguem as mesmas regras. Os excessos nos pesam e nos retiram a vontade de viver. Por isso é tão necessário partir. Sair na direção das realidades que nos ausentam. Lugares e pessoas que não pertencem ao contexto de nossas lamúrias... Hospitais, asilos, internatos...
Ver o sofrimento de perto, tocar na ferida que não dói na nossa carne, mas que de alguma maneira pode nos humanizar.
Andar na direção do outro é também fazer uma viagem. Mas não leve muita coisa. Não tenha medo das ausências que sentirá. Ao adentrar o território alheio, quem sabe assim os seus olhos se abram para enxergar de um jeito novo o território que é seu. Não leve os seus pesos. Eles não lhe permitirão encontrar o outro. Viaje leve, leve, bem leve. Mas se leve.
domingo, 23 de janeiro de 2011
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Eu invado a sua vida.
Sem a menor cerimônia
Vasculho os segredos de sua alma,
Agindo covardemente
Sob os auspícios da solidão.
Eu te abandonei
Em um labirinto úmido
Onde a sua sede
Saciou meus seios fartos
Como um parasita
Eu me hospedo em seus sonhos,
Influenciando-lhe a repudiar
A sua condição humana
Você me alimenta
Com os seus temores.
Aquece o meu corpo
Com o frio do seu suor.
Excita a minha libido
Com o desenfrear das suas palpitações.
Encoraja-me dia e noite
Com as lágrimas do seu amanhã.
Sou um lago profundo
Entre o mistério e a revelação.
Sou um cometa sem rumo
Perdido num cosmo de rebelião.
... Meu nome é Tristeza.
terça-feira, 18 de janeiro de 2011
E por fim...que pare o meu coração.
Essa máscara que fundiu-se em minha face. Não sei ser mais eu. Afinal quem sou eu que não consigo me salvar?!! Afinal, que tento eu tanto salvar? Como eu posso não ser eu?
As vozes que antes supunha esterilizadas voltam. Uma nódoa negra num pano escuro. Uma fonte de inquietação e absurdez. Tudo desconexo, grotesco e ultrajante.
Culmino a dipepsia e nada mais consigo ingerir.
Agarro nesses pensamentos alienados e procuro realizar-lhes, vigorar-lhes algum sentido e razão conceitual. - Dar-lhes-ia algum azilo a estas inquietações se pudesse fundir-las com o real e depois de ludibriar-lhes, trancar-lhes-ia a sete chaves numa prisão qualquer perpétua com suas eloquências.
Tudo isto não passão de frases que nem a pensamentos cogitáveis aliciam. Tormentos acrílicos e detritos transbordantes de imaginação midíocre, medo desconfortante.
Procuro subterfúgios, mastigo a língua que jaz sofrida e mole. Convenções aniquildas ganham vida mas não vivem, estão extásiadas na minha mente. Desordenam tudo. Criam fendas no irreal e açoitam o real. Criam desespero e exaustidão.
- Quem ês tu que dizes ser eu? - pergunto-lhe - Quem há ai capaz de dilacerar e julgar meus atos? Por que se eu sou eu, tu não podes ser eu.
Absurdo, insano,neurótico. Como quebrar este murro ilusório?
Um torpel de vozes gritam sem cessar, o infinito se alastra na minha cabeça que cansada tambem grita, grita por sossego. São obras seculares de tormentos e abnegações.
Defuntos não acordam nem morrem, desintegram-se e somem.
Tirem essa imagem do espelho. A negligência custa a ceder. Um ser procurando lógica de co-existência monóloga. Torrentes interrogatórias de loucuras. Corroem tudo e nada e mais algo que anda por ai e doi.
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No guardafatos ao fundo, a luz finda o estrondo. O silêncio vem absoluto e escuro. Um minuto de paz comigo e comigo próprio... Posso agora repensar e lembrar.
O brilho do diamante que vc deixou almeja outro que não eu. Brilha-me intensamente e ofusca outrem.
Desligo tudo e reencaro-me num espelho no escuro. As questões e insoluções.
Tiro dos olhos as lentes verdes que escurecem a minha natureza e olho denovo. O trajeto que percorro.
O meu chamar que não ouve mais, grito e grito... Apavorado e desiludido. Agora que ouves aos anjos e seu sepúlcro não fui regar. Desato-me a chorar: salgo a minha face com estreitos cursos de lágrimas frias, doridas que vão ao chão, encontrar minhas mortas expressões em pedaços.
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Sentimentalismo absurdo, pensamentos rídiculos de emoções plásticas e embanhados de oiro barato o tempo passou. Tanta tinta verde e preta que usei escorrem pela descarga do banheiro abaixo, simplesmente com um olhar da água e contusões. E ontem não via, não queria... Os sentimentos ficam trancados, nem derretendo a alma eles se vão.
Vem a realidade triste e condolente lamentando meu mundo sem abjecções ilusórias. Vejo-me escuro e negro, sórdido e infeliz. Sozinho.
A retórquica existência... mas o tempo passou. As cicatrizes minhas não desenham sabedoria mas um parque ermo e sujo.
Todo trabalho construindo uma aluição.
Agora eu sou eu e mais ninguém e todas chagas do passado. Dormindo atrás de mim, só agora me fundi com a verdadeira realidade e é tarde. Ao tempo que passou fora de outro que não eu.
Que "seus prantos" exilam-se como morna chuva sobre mim, desça daí e me perdoe...
UM COMENTARIO SÓ E ESTAS LIVRE DE MIM...
Raul M. Casagrande
sábado, 15 de janeiro de 2011
Abraço...
Uma vontade de entrelaço, de proximidade ... de amizade, sei lá !
Talvez um aconchego amigo e meigo, que enfatize a vida e amenize as dores ... que fale sobre os amores, seja afetuoso e ao mesmo tempo forte ...
Deu vontade , de poder ter saudade de um abraço.
Um abraço que eternize o tempo e preencha todo o espaço.
Mas que faça lembrar do carinho, que surge devagarinho, na magia da união dos corpos, das auras, sei lá!
Lembrar do calor das mãos, acariciando as costas, a dizerem : - Estou aqui !
Lembrar do enlaçar dos braços, envolventes e seguros, afirmando : - Estou com você !
Lembrar da transfusão de força, ou até da suavidade do momento, sei lá.
Então, pensei em como chamar esse abraço: abraço poesia, abraço força, abraço união, abraço suavidade, abraço consolo e compreensão, abraço segurança e justiça, abraço verdade, abraço cumplicidade ?
Mas o que importa é a magia desse abraço, a fusão de energias que harmoniza, integra o todo e se traduz no cosmos, no tempo e no espaço...
Só sei que agora , deu vontade desse abraço :
Um abraço que desate os nós, transformando-os em envolventes laços ...
Que sirva de "colo", afastando toda e qualquer angústia...
Que desperte a lágrima de alegria e acalme o coração...
Um abraço que traduza a amizade, o amor e a emoção.
E para um abraço assim, só consegui pensar em você .
Nessa sua energia, nessa sua sensibilidade, que sabe entender o porque dessa minha vontade.
sábado, 8 de janeiro de 2011
...
Lágrimas vertem de meus olhos sem que eu as queira!
Escalas do imponderável?
Ah... com que profundidade de sentimentos falas isso.
Não quero saber de escalas imponderáveis!
Não alcanço sua compreensão,
abençoada, alma abnegada querendo justificar
e perdoar a quem, ao quê?
Quero sentir você, respirar você,
viver você, em você!
Sinto falta do seu olhar, por não sentir-lhe
olhando-me dentro dos olhos, através de prismas coloridos...
e ver neles o brilho do amor, maior que o de mil estrelas!
Quisera jamais sentir a ausência da luz, que à distância
torna-se a triste união do branco... e preto!
sem nunca lhe ter tocado,
nunca ter sentido sua carne junto a minha!
Só quem não cansa é o pobre coração, que sempre ama!
Você de mim nada roubou, apenas me roubou... e não me levou.
Eu sei o que é amor... amor é o que sinto por você!
Quem sabe um dia, de uma constelação infinita,
caia uma estrela em suas mãos... e a leve com você!!!???
quinta-feira, 6 de janeiro de 2011
Vazio...
Eu deixarei que morra em mim o desejo de amar os teus olhos que são doces porque nada te poderei dar senão a mágoa de me veres eternamente exausto. No entanto a tua presença é qualquer coisa como a luz e a vida. E eu sinto que em meu gesto existe o teu gesto e em minha voz a tua voz.Não te quero ter porque em meu ser tudo estaria terminado, quero só que surjas em mim como a fé nos desesperados, para que eu possa levar uma gota de orvalho nesta terra amaldiçoada, que ficou sobre a minha carne como nódoa do passado. Eu deixarei... tu irás e encostarás a tua face em outra face. Teus dedos enlaçarão outros dedos e tu desabrocharás para a madrugada, mas tu não saberás que quem te colheu fui eu, porque eu fui o grande íntimo da noite. Porque eu encostei minha face na face da noite e ouvi a tua fala amorosa. Porque meus dedos enlaçaram os dedos da névoa suspensos no espaço e eu trouxe até mim a misteriosa essência do teu abandono desordenado. Eu ficarei só como os veleiros nos pontos silenciosos mas eu te possuirei como ninguém porque poderei partir. E todas as lamentações do mar, do vento, do céu, das aves, das estrelas. Serão a tua voz presente, a tua voz ausente, a tua voz serenizada...
^^,
Música de um desenho que acho fantástico...
Para VOCÊ, sim...VOCÊ...escutar enquanto lê ;D