sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Semtítulo

É como se o "final" estivesse próximo...
Então eu encaro a cortina final
Meu amor, vou dizer claramente
Eu irei expor meu caso do qual tenho certeza
Eu vivi uma vida que foi cheia
Eu viajei por várias estradas
E mais, muito mais do que isso
Eu fiz do meu jeito...
Arrependimentos, eu tive alguns
Mas pensando bem, poucos para mencionsar
Eu fiz o que tinha de fazer
Considerei tudo, sem isenção
Eu planejei cada percurso
Cada passo cuidadoso "dessa estrada"...
Sim, houve vezes, eu sei que você sabe
Que abocanhei mais do que podia mastigar
Mas apesar de tudo quando haviam dúvidas
Eu as engolia, e as cuspia
Eu enfrentei tudo e continuei de pé e fiz do meu jeito...
Eu amei, eu ri e chorei
Tive minhas falhas, a minha parcela de fracassos
E agora que as lágrimas vertem, eu acho tudo tão incrível
Pensar que fiz tudo isso...
E posso dizer, não foi de uma maneira tímida

Para que serve um homem? o que ele tem?
Se não for a si mesmo, então ele não tem nada!
Para dizer as palavras que ele realmente sente!
E não as palavras de alguém que se ajoelha
O "registro mostra" que eu suportei os golpes
O registro mostra que recebi as desgraças...
...e fiz do MEU jeito!!!
664 dias...

quarta-feira, 27 de junho de 2012

Sobre o 'Adeus'

A vida me ensinou...
A dizer adeus às pessoas que amo, sem tirá-las do meu coração;
Sorrir às pessoas que não gostam de mim,
Para mostrá-las que sou diferente do que elas pensam;
Fazer de conta que tudo está bem quando isso não é verdade, para que eu possa acreditar que tudo vai mudar;
Calar-me para ouvir; aprender com meus erros.
Afinal eu posso ser sempre melhor.
A lutar contra as injustiças; sorrir quando o que mais desejo é gritar todas as minhas dores para o mundo.
A ser forte quando os que amo estão com problemas;
Ser carinhoso com todos que precisam do meu carinho;
Ouvir a todos que só precisam desabafar;
Amar aos que me machucam ou querem fazer de mim depósito de suas frustrações e desafetos;
Perdoar incondicionalmente, pois já precisei desse perdão;
Amar incondicionalmente, pois também preciso desse amor;
A alegrar a quem precisa;
A pedir perdão;
A sonhar acordado;
A acordar para a realidade (sempre que fosse necessário);
A aproveitar cada instante de felicidade;
A chorar de saudade sem vergonha de demonstrar;
Me ensinou a ter olhos para "ver e ouvir estrelas",
embora nem sempre consiga entendê-las;
A ver o encanto do pôr-do-sol;
A sentir a dor do adeus e do que se acaba, sempre lutando para preservar tudo o que é importante para a felicidade do meu ser;
A abrir minhas janelas para o amor;
A não temer o futuro;
Me ensinou e está me ensinando a aproveitar o presente,
como um presente que da vida recebi, e usá-lo como um diamante que eu mesmo tenha que lapidar, lhe dando forma da maneira que eu escolher.

segunda-feira, 21 de maio de 2012

Saudade...

A minha memória tem descansado de uns tempos para cá...não tenho mais tido tantos pesadelos da minha jornada na LE, nem tenho mais escutado com tanta frequência os gritos...dor, desespero, medo...não tenho tido tantos sonhos com voc também...a minha memória tem descansado, mas não esquece do que eu perdi. Sabe, a vida é uma estrada solitária quando se caminha sozinho. As vezes eu me pego imaginando se não teria sido melhor se tudo tivesse acabado por lá, eu não sei dizer a que conclusão eu chego...talvez seja uma maneira que minha cabeça "arranja" como "alternativa" para sobreviver a saudade...eu sinto muita falta, de tudo, da minha vida lá, da espera e da ansiedade para te encontrar, do medo das emboscadas, das conversas sem sentido, da farda suja, do coturno empoeirado, do sol daquele lugar e das estrelas...ah as estrelas...era como se fossem minhas mensageiras rs' "gravei" milhares de mensagens para você olhando para elas...mas eu acho que elas se perderam em algum lugar do tempo... É incrível como as coisas mais simples do dia a dia me trazem a sua memória, de verdade, é engraçado e isso sempre me arranca alguns sorrisos, acredita? Enfim, talvez, quem sabe um dia, nós dois possamos nos ver e eu te contar sobre isso...e dizer tudo que meu coração ensaiou todo esse tempo... 462 dias sem você...

quinta-feira, 17 de maio de 2012

Protegida em Amor

Você tinha olhos escuros como blocos de safira,
Observando todos os olhares
Para me baixar a guarda e levar a minha alma a lugares distantes

Você disse que eu nunca estaria sozinho,
Porque você estava aqui
Fizemos uma aposta com este amor,
Como a vela fez à tempestade
Com as ondas se apressando a nos alcançar,
*Já que estávamos lutando contra a maré...

Você era meu farol de salvação,
Eu era a sua luz das estrelas...

Portanto, não chore por seu amor,
Chore lágrimas de alegria
Porque você está viva protegida em amor...

*Eu mantive o amor que você me deu vivo,
E agora eu o carrego comigo
Eu sei que agora é apenas uma gota de lágrima,
Mas em que eu posso ouvir um golfinho cantar
Dizendo que eu nunca estarei sozinho,
Eu sei que você está por aqui

Assim como o fogo que ainda está aceso,
Eu quero olhar na sua luz
Se eu pudesse ver a minha sorte lá,
Sabe como as chamas podem hipnotizar?

Eu sequer me atreveria a falar o seu nome com receio de parecer,
Como um amante

Portanto, não chore por seu amor,
Chore lágrimas de alegria
Porque você está viva protegida em amor...




457 dias sem você...

terça-feira, 15 de maio de 2012

Em branco...

Não é que eu tenha abandonado isso daqui...é só que eu ando tão vazio, tão sem inspiração que não arrisco escrever... 454 dias sem você...é, eu ainda conto.

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

...odeio títulos para as postagens...aff

É...ás vezes criamos dificuldades onde elas não existem, procuramos encontrar um problema fora de nós para não admitirmos os nossos próprios medos. É onde percebo que a maioria das pessoas erra, quando não se deixam ser amadas, quando, por tanto medo de sofrer, preferem desistir e perder a chance do "acontecer". Claro que isso é feito de maneira inconsciente(não tenho tanta certeza disso...), mas fazemos isso sim, criamos armadilhas para o relacionamento, assim, ainda temos a chance de ter uma boa desculpa por ter dado errado, ao invés de encontrar o problema dentro de si mesmo e batalhar para que ele seja “melhorado”. É muito mais simples dizer que deu errado e pronto. Parece que o ser humano não consegue ser feliz, e então quando não há problema, ele inventa de criar um...
Que relacionamento não é fácil, todos nós sabemos muito bem disso, mas sempre que houver amor, amizade, cumplicidade e respeito, ele deve ser sim, mantido, e conservado para que ele sobreviva. Falei algum tempo atrás de nos entregarmos numa relação, acho que isso inclui também medo de ser amado, por incrível que pareça, as pessoas têm mais medo de serem amadas do que serem rejeitadas. Essa parte eu não sei dizer o porquê, talvez um bom psicólogo possa responder com exatidão. Acredito que o medo de perder um amor de verdade, é maior do que uma rejeição. Aquela velha frase, “é melhor um não do que a angústia da espera de um sim”... (conseguem se lembrar dela ?) pois é, as pessoas anseiam tanto serem amadas de verdade, que quando sentem que isso pode acontecer, preferem fugir...simples assim. Claro que tudo o que eu digo é muito abstrato (eu acho), e nem sempre pode ser analisado assim, friamente, pois sempre envolvem outras coisas, outros acontecimentos, mas preste atenção...se você simplesmente tem medo de amar, e por isso se engana achando que a solidão nunca vai lhe oferecer perigo...bem...
Se entregue, arrisque a deixar alguém lhe amar, pois aquele(a) que está disposto a lhe oferecer isso não vai fazer com que se arrependa...


362 dias...eu acho.

domingo, 12 de fevereiro de 2012

Saudade

...e a saudade, traduzida em um aperto aqui no coração, me lembra de tudo, de tudo que eu não te contei [...]"



Muitos dias sem você...

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Despedida

[...]

E no meio dessa confusão alguém partiu sem se despedir; foi triste. Se houvesse uma despedida talvez fosse mais triste, talvez tenha sido melhor assim, uma separação como às vezes acontece em um baile de carnaval — uma pessoa se perda da outra, procura-a por um instante e depois adere a qualquer cordão. É melhor para os amantes pensar que a última vez que se encontraram se amaram muito — depois apenas aconteceu que não se encontraram mais. Eles não se despediram, a vida é que os despediu, cada um para seu lado — sem glória nem humilhação.

Creio que será permitido guardar uma leve tristeza, e também uma lembrança boa; que não será proibido confessar que às vezes se tem saudades; nem será odioso dizer que a separação ao mesmo tempo nos traz um inexplicável sentimento de alívio, e de sossego; e um indefinível remorso.

E que houve momentos perfeitos que passaram, mas não se perderam, porque ficaram em nossa vida; que a lembrança deles nos faz sentir maior a nossa solidão; mas que essa solidão ficou menos infeliz: que importa que uma estrela já esteja morta se ela ainda brilha no fundo de nossa noite e de nosso confuso sonho?

Talvez não mereçamos imaginar que haverá outros verões; se eles vierem, nós os receberemos obedientes como as cigarras e as paineiras — com flores e cantos. O inverno — te lembras — nos maltratou; não havia flores, não havia mar, e fomos sacudidos de um lado para outro como dois bonecos na mão de uma criança.

Ah, talvez valesse a pena dizer que houve um telefonema que não pôde haver; entretanto, é possível que não adiantasse nada. Para que explicações? Esqueçamos as pequenas coisas mortificantes; o silêncio torna tudo menos penoso; lembremos apenas as coisas douradas e digamos apenas a pequena palavra: adeus.

...a pequena palavra que se alonga como um canto de cigarra perdido numa tarde de domingo.



315 dias...