domingo, 30 de janeiro de 2011

Falta...

Sinto falta de você no meu dia
De nossas parcerias criativas
De tua adorável companhia

Gosto de ler o que escreve
Entender todas as metáforas
E responder com minha verve!

Sei que nem sempre consigo te acompanhar
Pois teus escritos são ricos, são demais
Mas me reinvento nas tentativas de rimar

Teus verbos: ser, amar, estar e poder,
Desfilam nas folhas de papel
Fazendo-me conjugar: o dar, doar, ceder...

E nas noites, quanto bate a solidão,
Sinto mais falta de você
E da alegria que traz pro meu coração!

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Culpa...

Um silêncio perpétuo emerge do reino dos horrores para libertar os mil fantasmas,
que atormentam a minha mente.
O choro dos bebes,
o som das balas que actuam como a Morte,
o grito das mulheres por terem de deixar a familia,
o estrondo dos prédios a sucumbirem,
o grito de fúria dos bombardeamentos e
a rendição dos heroís que combatem na guerra.

E também vejo os fantasmas,
das pessoas que assassinei a sangue frio, em ocasionais aparições de desespero que os pesadelos me concedem.

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

[...]

Um dia eu fui alguém que não queria ser.
Sempre quis ser herói mas nunca passei de um covarde...
Eu não era nada para você, e talvez continue assim.
Um dia eu conheci uma garota...
[...] mas eu não sabia...
Ela é tudo que eu não tive.
Enquanto eu chorava ela sorria
Enquanto eu amaldiçoava minha refeição, ela me falava sobre os sabores da vida.
Enquanto os outros viravam as costas ela fez questao de olhar nos meus olhos.
Ela disse que iria me esperar.
Ela disse que iriamos "nos casar".
Quando ela olhou ao meu redor não viu só espelhos quebrados.
Quando eu não tinha lugar para ir, ela me mostrou seu coração...
Eu não sou herói, e não cheguei perto de ser...
Só quero que ela continue comigo.
Eu queria dizer que te amo
Mesmo que o amor fique sem jeito
Mesmo que a distância nos leve para caminhos diversos e desertos
Mesmo que o tempo seja inimigo
Mesmo que a tristeza faça parte da saudade
Mesmo que o sabor doce se transforme em fel
Mesmo que o salgado seja um pouco insosso
E o açúcar não tenha gosto de mel.
Eu continuo a dizer que eu...
Sem sombra, sem lama
Sem lua, sem céu
Sem rua, sem véu
Sem estrelas, sem chuva
Sem o relâmpago incandescente da tempestade
Sem as nuvens tonitruantes da escuridão.
Na procura incessante com a vontade permanente
Mesmo que seja de uma vida inteira ou de um momento casual breve.
Eu continuo a dizer que te amo
Mesmo que ninguém entenda o que há dentro de mim
Mesmo que eu não saiba porque sou assim.
...Nas multifaces do amor podendo ser encontradas
Na complementaridade do poder do sentir, amar e entender.
Por isso continuo a dizer que te amo mesmo sem saber por quê.

-Adam

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

O peso que nós levamos...

Olho ao meu redor e descubro que as coisas que quero levar não podem ser levadas. Excedem aos tamanhos permitidos. Já imaginou chegar ao aeroporto carregando o colchão para ser despachado?

As perguntas são muitas... E se eu tiver vontade de ouvir aquela música? E o filme que costumo ver de vez em quando, como se fosse a primeira vez?

Desisto. Jogo o que posso no espaço delimitado para minha partida e vou. Vez em quando me recordo de alguma coisa esquecida, ou então, inevitavelmente concluo que mais da metade do que levei não me serviu pra nada.

É nessa hora que descubro que partir é experiência inevitável de sofrer ausências. E nisso mora o encanto da viagem. Viajar é descobrir o mundo que não temos. É o tempo de sofrer a ausência que nos ajuda a mensurar o valor do mundo que nos pertence.

E então descobrimos o motivo que levou o poeta cantar: “Bom é partir. Bom mesmo é poder voltar!” Ele tinha razão. A partida nos abre os olhos para o que deixamos. A distância nos permite mensurar os espaços deixados. Por isso, partidas e chegadas são instrumentos que nos indicam quem somos, o que amamos e o que é essencial para que a gente continue sendo. Ao ver o mundo que não é meu, eu me reencontro com desejo de amar ainda mais o meu território. É conseqüência natural que faz o coração querer voltar ao ponto inicial, ao lugar onde tudo começou.

É como se a voz identificasse a raiz do grito, o elemento primeiro.

Vida e viagens seguem as mesmas regras. Os excessos nos pesam e nos retiram a vontade de viver. Por isso é tão necessário partir. Sair na direção das realidades que nos ausentam. Lugares e pessoas que não pertencem ao contexto de nossas lamúrias... Hospitais, asilos, internatos...

Ver o sofrimento de perto, tocar na ferida que não dói na nossa carne, mas que de alguma maneira pode nos humanizar.

Andar na direção do outro é também fazer uma viagem. Mas não leve muita coisa. Não tenha medo das ausências que sentirá. Ao adentrar o território alheio, quem sabe assim os seus olhos se abram para enxergar de um jeito novo o território que é seu. Não leve os seus pesos. Eles não lhe permitirão encontrar o outro. Viaje leve, leve, bem leve. Mas se leve.

domingo, 23 de janeiro de 2011

{ }

Sem que você perceba
Eu invado a sua vida.
Sem a menor cerimônia
Vasculho os segredos de sua alma,
Agindo covardemente
Sob os auspícios da solidão.

Eu te abandonei
Em um labirinto úmido
Onde a sua sede
Saciou meus seios fartos

Como um parasita
Eu me hospedo em seus sonhos,
Influenciando-lhe a repudiar
A sua condição humana

Você me alimenta
Com os seus temores.
Aquece o meu corpo
Com o frio do seu suor.

Excita a minha libido
Com o desenfrear das suas palpitações.
Encoraja-me dia e noite
Com as lágrimas do seu amanhã.

Sou um lago profundo
Entre o mistério e a revelação.
Sou um cometa sem rumo
Perdido num cosmo de rebelião.
... Meu nome é Tristeza.

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

E por fim...que pare o meu coração.

Cheio de tanta hipocrisia, a verdade juntantamente comigo sucumbiu-se: - escárnio.
Essa máscara que fundiu-se em minha face. Não sei ser mais eu. Afinal quem sou eu que não consigo me salvar?!! Afinal, que tento eu tanto salvar? Como eu posso não ser eu?
As vozes que antes supunha esterilizadas voltam. Uma nódoa negra num pano escuro. Uma fonte de inquietação e absurdez. Tudo desconexo, grotesco e ultrajante.
Culmino a dipepsia e nada mais consigo ingerir.
Agarro nesses pensamentos alienados e procuro realizar-lhes, vigorar-lhes algum sentido e razão conceitual. - Dar-lhes-ia algum azilo a estas inquietações se pudesse fundir-las com o real e depois de ludibriar-lhes, trancar-lhes-ia a sete chaves numa prisão qualquer perpétua com suas eloquências.
Tudo isto não passão de frases que nem a pensamentos cogitáveis aliciam. Tormentos acrílicos e detritos transbordantes de imaginação midíocre, medo desconfortante.
Procuro subterfúgios, mastigo a língua que jaz sofrida e mole. Convenções aniquildas ganham vida mas não vivem, estão extásiadas na minha mente. Desordenam tudo. Criam fendas no irreal e açoitam o real. Criam desespero e exaustidão.
- Quem ês tu que dizes ser eu? - pergunto-lhe - Quem há ai capaz de dilacerar e julgar meus atos? Por que se eu sou eu, tu não podes ser eu.
Absurdo, insano,neurótico. Como quebrar este murro ilusório?
Um torpel de vozes gritam sem cessar, o infinito se alastra na minha cabeça que cansada tambem grita, grita por sossego. São obras seculares de tormentos e abnegações.
Defuntos não acordam nem morrem, desintegram-se e somem.
Tirem essa imagem do espelho. A negligência custa a ceder. Um ser procurando lógica de co-existência monóloga. Torrentes interrogatórias de loucuras. Corroem tudo e nada e mais algo que anda por ai e doi.
.
No guardafatos ao fundo, a luz finda o estrondo. O silêncio vem absoluto e escuro. Um minuto de paz comigo e comigo próprio... Posso agora repensar e lembrar.
O brilho do diamante que vc deixou almeja outro que não eu. Brilha-me intensamente e ofusca outrem.
Desligo tudo e reencaro-me num espelho no escuro. As questões e insoluções.
Tiro dos olhos as lentes verdes que escurecem a minha natureza e olho denovo. O trajeto que percorro.
O meu chamar que não ouve mais, grito e grito... Apavorado e desiludido. Agora que ouves aos anjos e seu sepúlcro não fui regar. Desato-me a chorar: salgo a minha face com estreitos cursos de lágrimas frias, doridas que vão ao chão, encontrar minhas mortas expressões em pedaços.
.
Sentimentalismo absurdo, pensamentos rídiculos de emoções plásticas e embanhados de oiro barato o tempo passou. Tanta tinta verde e preta que usei escorrem pela descarga do banheiro abaixo, simplesmente com um olhar da água e contusões. E ontem não via, não queria... Os sentimentos ficam trancados, nem derretendo a alma eles se vão.
Vem a realidade triste e condolente lamentando meu mundo sem abjecções ilusórias. Vejo-me escuro e negro, sórdido e infeliz. Sozinho.
A retórquica existência... mas o tempo passou. As cicatrizes minhas não desenham sabedoria mas um parque ermo e sujo.
Todo trabalho construindo uma aluição.
Agora eu sou eu e mais ninguém e todas chagas do passado. Dormindo atrás de mim, só agora me fundi com a verdadeira realidade e é tarde. Ao tempo que passou fora de outro que não eu.
Que "seus prantos" exilam-se como morna chuva sobre mim, desça daí e me perdoe...

UM COMENTARIO SÓ E ESTAS LIVRE DE MIM...

Raul M. Casagrande

sábado, 15 de janeiro de 2011

Abraço...

De repente , deu vontade de um abraço...
Uma vontade de entrelaço, de proximidade ... de amizade, sei lá !
Talvez um aconchego amigo e meigo, que enfatize a vida e amenize as dores ... que fale sobre os amores, seja afetuoso e ao mesmo tempo forte ...
Deu vontade , de poder ter saudade de um abraço.
Um abraço que eternize o tempo e preencha todo o espaço.

Mas que faça lembrar do carinho, que surge devagarinho, na magia da união dos corpos, das auras, sei lá!
Lembrar do calor das mãos, acariciando as costas, a dizerem : - Estou aqui !
Lembrar do enlaçar dos braços, envolventes e seguros, afirmando : - Estou com você !
Lembrar da transfusão de força, ou até da suavidade do momento, sei lá.
Então, pensei em como chamar esse abraço: abraço poesia, abraço força, abraço união, abraço suavidade, abraço consolo e compreensão, abraço segurança e justiça, abraço verdade, abraço cumplicidade ?

Mas o que importa é a magia desse abraço, a fusão de energias que harmoniza, integra o todo e se traduz no cosmos, no tempo e no espaço...
Só sei que agora , deu vontade desse abraço :
Um abraço que desate os nós, transformando-os em envolventes laços ...
Que sirva de "colo", afastando toda e qualquer angústia...
Que desperte a lágrima de alegria e acalme o coração...
Um abraço que traduza a amizade, o amor e a emoção.
E para um abraço assim, só consegui pensar em você .
Nessa sua energia, nessa sua sensibilidade, que sabe entender o porque dessa minha vontade.

sábado, 8 de janeiro de 2011

...


Sinto uma angústia apertando-me o peito, a garganta...
Lágrimas vertem de meus olhos sem que eu as queira!
Escalas do imponderável?
Ah... com que profundidade de sentimentos falas isso.
Não quero saber de escalas imponderáveis!
Não alcanço sua compreensão,
abençoada, alma abnegada querendo justificar
e perdoar a quem, ao quê?
Alieno-me a conformismo!
Quero sentir você, respirar você,
viver você, em você!
Sinto falta do seu olhar, por não sentir-lhe
olhando-me dentro dos olhos, através de prismas coloridos...
e ver neles o brilho do amor, maior que o de mil estrelas!
Quisera jamais sentir a ausência da luz, que à distância
torna-se a triste união do branco... e preto!
Sinto nossos corpos unidos se beijando,
sem nunca lhe ter tocado,
nunca ter sentido sua carne junto a minha!
O pensamento cansa de pensar, o desejo de desejar!
Só quem não cansa é o pobre coração, que sempre ama!
Você de mim nada roubou, apenas me roubou... e não me levou.
Alma também ama, deseja, não é só o corpo não, sabia?
Eu sei o que é amor... amor é o que sinto por você!
Quem sabe um dia, de uma constelação infinita,
caia uma estrela em suas mãos... e a leve com você!!!???

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Vazio...

Eu deixarei que morra em mim o desejo de amar os teus olhos que são doces porque nada te poderei dar senão a mágoa de me veres eternamente exausto. No entanto a tua presença é qualquer coisa como a luz e a vida. E eu sinto que em meu gesto existe o teu gesto e em minha voz a tua voz.Não te quero ter porque em meu ser tudo estaria terminado, quero só que surjas em mim como a fé nos desesperados, para que eu possa levar uma gota de orvalho nesta terra amaldiçoada, que ficou sobre a minha carne como nódoa do passado. Eu deixarei... tu irás e encostarás a tua face em outra face. Teus dedos enlaçarão outros dedos e tu desabrocharás para a madrugada, mas tu não saberás que quem te colheu fui eu, porque eu fui o grande íntimo da noite. Porque eu encostei minha face na face da noite e ouvi a tua fala amorosa. Porque meus dedos enlaçaram os dedos da névoa suspensos no espaço e eu trouxe até mim a misteriosa essência do teu abandono desordenado. Eu ficarei só como os veleiros nos pontos silenciosos mas eu te possuirei como ninguém porque poderei partir. E todas as lamentações do mar, do vento, do céu, das aves, das estrelas. Serão a tua voz presente, a tua voz ausente, a tua voz serenizada...

^^,
Música de um desenho que acho fantástico...

Para VOCÊ, sim...VOCÊ...escutar enquanto lê ;D

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

[ ]

Bom...eu não vou começar o ano (até porque ja começou) com recadinhos para ninguém...afinaaal! quem olha essa porra né? enfim, um dia, uma hora alguém acaba olhando...não...não vou deixar um recado MESMO ASSIM...porque, sim...sim você não é especial.

Por fim, hoje navegando em redes distantes, descobri E FIZ um teste...interessante, claro, para quem gosta desse tipo de coisa.

Vou deixar o link para quem quiser conferir...

http://www.addictinggames.com/undead-survival-test-game.html

Como nunca falo diretamente com ninguém e para ninguém por aqui...então vou aproveitar a oportunidade.

Para quem gosta de ler vou recomendar um livro. Ele se chama: "O Espelho dos Nomes", sem delongas fico por aqui.

Um Abraço!

Semper Fi!

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

War...

Quando a guerra acabar restarão muitos corpos ensopados de sangue em meio ao entulho. Infelizmente não estarei lá para ver qual bandeira tremulará, quisera ver a da paz tremulando hoje. Um pouco mais e o som das bombas cessará, mas as mães desfilhadas ainda prantearão e os orfãos gritarão por seus pais que a guerra roubou. Quantos tombam nas trincheiras e nem sabem qual a razão de tanto ódio: Ontem éramos todos irmãos, hoje somos inimigos: Cada um que chame o outro de bastardo. Afinal, quem acredita que a guerra é o caminho para estabelecer a paz?...eu acreditei...Será que existe alguém tão estúpido assim?...eu fui...tomará que não existão mais. Um dia a terra, ja cansada de beber o sangue de tantos homens, abrirá sua boca e engolirá os restantes e...nunca mais se fará guerra.

sábado, 1 de janeiro de 2011

{...}

O machado, a garrafa e a corda...esse sentimento de não haver mais esperança. O pensamento sobre o grande desconhecido, pesa sobre minhas costas, e enfrento isso sozinho. O escuro, o silêncio e o frio. O sentimento de que cheguei no fim da estrada...sim, são essas as coisas com as quais passo meus últimos momentos.
Enquanto o vento sopra pelo meu coração, me arrepia uma última vez. Quando nesse momento, eu não consigo alcançar na escuridão...
Ninguém lá...
Porque teve de ser tão dificil, para nós, em vivermos nossas vidas e de novo, eu tateio na escuridão em desespero...O desespero e a neve são "limpos" como o sentimento de, finalmente, voltar para casa. A melancolia e o buraco no solo tão duro e frio...seu amor por mim, meu amor por você, coisas que, de alguma maneira, conseguimos perder. Agora, apenas o vento implacável a soprar bem lá dentro congela meu coração...meu desesperado coração...
Em pensar que ambos morreremos sós...