domingo, 31 de janeiro de 2016

[RE]Encontro VxL





Um dia você aprende que verdadeiras amizades continuam a crescer, mesmo a longas distâncias. 
E o que importa não é o que você tem na vida, mas quem tem na vida. Aprende que não temos que mudar de amigos, se compreendermos que os amigos mudam.
A distância geográfica não atrapalha uma amizade
O que atrapalha é o coração fechado, magoado
Coração aberto, tempo e distancia não conta.
Mas o que conta é o afeto, a cumplicidade que se tem
Não importa a cor ou qualquer outra diferença
O que importa é que você esteja no meu coração
E só sairá quando pedir para eu abrir a porta
A distancia não afasta e sim aproxima
Dá vontade de ver o brilho nos olhos
O sorriso dos lábios
De conhecer os pensamentos
De saber o que você tem feito
De perguntar como vai você?
A distancia não significa esquecimento
Mas sim um ate breve, ate qualquer momento
A distancia me ensina a perceber que as amizades
Brotam nos lugares que menos esperamos
Ou imaginamos..
A distancia também nos faz conhecer pessoas
maravilhosas e especiais...

Hoje realizei um sonho... sonho de menino, CONHECI seres extraordinários, almas que eu sempre sonhei tocar, ver e respirar... uma mais do que as outras. Foram 10 anos de espera para esse velho lobo (ou lobo velho para alguns rs), tempos em que estivemos distantes e perto ao mesmo tempo, tempo esse, que hoje não pareceu ter passado, pareceu ontem, as nossas últimas conversas... a tempos esse lobo velho não se sentia assim, VIVO e com novas histórias para se lembrar, é um novo começo, um novo velho laço! Obrigado por me dedicaram umas horas de seus dias, Grande WW, Matt e minha querida Evy (munina).

Por último, obrigado por ter facilitado para que isso tudo acontecesse meu grande amigo e irmão Anansi.

Hunt*

Pensamentos 02


Quando te conheci,
Imaginei nunca a ver partir.
Triste engano o meu
Pois, mal sabia que você não seria minha.

Deixei-me levar pelos sonhos
Sonhos de um amor impossível
Cheguei a pensar por um tempo
Que tudo poderia ser possível

Mas a realidade chegou a mim
Mostrando-me que chegaria o fim
Em meio a lágrimas, e sofrimentos.
Tristezas e arrependimentos

Aquele amor a tanto esperado
Tão querido e desejado
No tempo ficou perdido
Por ser um amor proibido.

Hunt*

quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

Pensamentos...01


Sentado ali pude observar a imensidão do céu azul, a beleza rara que continha em minha volta, árvores balançando conforme o vento batia, pessoas se movimentando... e eu ali, sentado e afogado em meus pensamentos, o único modo que encontrei para mim mesmo, refúgio para qual me desloquei. Meu coração tinha dúvidas, desejos, vontades, alegrias, tristezas... melhor dizendo, uma estranha sensação me dominava, eu não sabia o que estava sentindo, quando não era nada, mas significava tudo.  Hiran*

sexta-feira, 8 de janeiro de 2016

Reflexão W.2


Dizem que conselho só se dá a quem pede. E, se vocês me permitem... sou tentado a acreditar que tenho sua licença para dar alguns. Portanto, apesar da minha pouca autoridade para dar conselhos a quem quer que seja, aqui vão alguns, que julgo valiosos.
Não paute sua vida, nem sua carreira, pelo dinheiro. Ame seu ofício com todo coração. Persiga fazer o melhor. Seja fascinado pelo realizar, que o dinheiro virá como conseqüência. Quem pensa só em dinheiro não consegue sequer ser nem um grande bandido, nem um grande canalha. Napoleão não invadiu a Europa por dinheiro. Hitler não matou 6 milhões de judeus por dinheiro.
Michelangelo  não passou 16 anos pintando a Capela Sistina por dinheiro. E, geralmente, os que só pensam nele não o ganham. Porque são incapazes de sonhar. E tudo que fica pronto na vida foi construído antes, na alma. A propósito disso, lembro-me uma passagem extraordinária, que descreve o diálogo entre uma freira americana cuidando de leprosos no Pacífico e um milionário texano. O milionário, vendo-a tratar daqueles leprosos, disse: "Freira, eu não faria isso por dinheiro nenhum no mundo." E ela responde: "Eu também não, meu filho". Não estou fazendo com isso nenhuma apologia à pobreza, muito pelo contrário. Digo apenas que pensar em realizar tem trazido mais fortuna do que pensar em fortuna. Meu segundo conselho: pense no seu País. Porque, principalmente hoje, pensar em todos é a melhor maneira de pensar em si. Afinal é difícil viver numa nação onde a maioria morre de fome e a minoria  morre de medo. O caos político gera uma queda de padrão de vida generalizada. Os pobres vivem como bichos, e uma elite brega, sem cultura e sem refinamento, não chega viver como homens. Roubam, mas vivem uma vida digna de Odorico Paraguassu. Que era ficção, mas hoje é realidade, na pessoa de Geraldo Bulhões, Denilma e Rosângela, sua concubina. Meu terceiro conselho vem diretamente da Bíblia: seja quente ou seja frio, não seja morno que eu te vomito. É exatamente isso que está escrito na carta de Laudiceia: seja quente ou seja frio, não seja morno que eu te vomito. É preferível o erro à omissão. O fracasso, ao tédio. O escândalo, ao vazio. Porque já vi grandes livros e filmes sobre a tristeza, a tragédia, o fracasso. Mas ninguém narra o ócio, a acomodação, o
não fazer, o remanso. Colabore com seu biógrafo. Faça, erre, tente, falhe, lute. Mas, por favor, não jogue fora, se acomodando, a extraordinária oportunidade de ter vivido. Tendo consciência de que, cada homem foi feito para fazer história.  Que todo homem é um milagre e traz em si uma revolução. Que é mais do que sexo ou dinheiro. Você foi criado, para construir pirâmides e versos, descobrir continentes e mundos, e caminhar sempre, com um saco de interrogações na mão e uma caixa de possibilidades na outra. Não use Rider, não dê férias a seus pés. Não sente-se e passe a ser analista da vida alheia, expectador do mundo, comentarista do cotidiano, dessas pessoas que vivem a dizer: eu não disse!, eu sabia! Toda família tem um tio batalhador e bem de vida. E, durante o almoço de domingo, tem que aguentar aquele outro tio muito inteligente e fracassado contar tudo que ele faria, como se fizesse alguma coisa. Chega dos poetas não publicados. Empresários de mesa de bar. Pessoas que fazem coisas fantásticas toda sexta de noite, todo sábado e domingo, mas que na segunda não sabem concretizar o que falam. Porque não sabem ansiar, não sabem perder a pose, porque não sabem recomeçar. Porque não sabem trabalhar. Eu digo: trabalhem, trabalhem, trabalhem. De 8 às 12, de 12 às 8 e mais se for preciso. Trabalho não mata. Ocupa o tempo. Evita o ócio e constrói prodígios. O Brasil, este país de malandros e espertos, da vantagem em tudo, tem muito que aprender com  aqueles trouxas dos japoneses. Porque aqueles trouxas japoneses que trabalham de sol a sol construíram, em menos de 50 anos, a 2ª maior megapotência do planeta. Enquanto nós, os espertos, construímos uma das maiores impotências do trabalho. Trabalhe! Muitos de  seus colegas dirão que você está perdendo sua vida, porque você vai trabalhar enquanto eles veraneiam. Porque você vai trabalhar, enquanto eles vão ao mesmo bar da semana anterior, conversar as mesmas conversas, mas o tempo, que é mesmo o senhor da razão, vai bendizer fruto do seu esforço, e só o trabalho lhe leva a conhecer pessoas e mundos que os acomodados não conhecerão jamais. E isso se chama sucesso."

domingo, 3 de janeiro de 2016

Reflexão W.



Um dia desses enquanto eu assistia ao pôr-do-sol, me peguei pensando: “Por que você vem a esse lugar quase todos os dias para assistir o sol se pondo sempre do mesmo jeito?” Eu, sem saber o que responder, apenas tive certeza naquele instante de que havia algo de diferente na forma que meu coração processava certas sutilezas. E assim, eu cresci. Assim, o tempo se passou. Assim, eu assisti mais outros infinitos pores-do-sol sem conseguir enxergar um deles sequer como “sempre do mesmo jeito”. Assim, eu cresci sabendo que em um relacionamento os dias serão como o pôr-do-sol: similares, porém nunca os mesmos.

Mas no cotidiano amoroso atual, quem mais sabe disso? Quem mais consegue admirar o amor todos os dias sem a necessidade de um constante brilho novo? Quem mais consegue se contentar; saber esperar; e amar o que o dia te oferece? Existe um desespero pela necessidade de atualizações dentro do amor que acaba tornando-o inviável, invivível.

Assim, o argumento acaba se tornando sempre o mesmo: o cansaço. As pessoas se cansam dos beijos, dos abraços, das transas. As pessoas se cansam da estabilidade de andar de mãos dadas, de seguir em uma única direção. Se cansam de sonhar, de planejar, de conquistar — no momento certo — algo novo para a vida do casal.  E por isso, o amor de verdade é trocado — em forma de uma moeda injusta — por uma vida fria, vivida com gente que pouco se importa, com companhias que não duram mais do que 5 minutos na boca, enchendo cada vez mais os copos, esvaziando cada vez mais o coração.

O fato é que não somos de ferro e iremos sim nos cansar. Nos cansamos do trabalho, dos estudos, da rotina em si, por que não nos cansaríamos do amor? Porém, todas as coisas que fazem um pôr-do-sol nunca ser igual ao outro, deveriam também ser as mesmas que mantivessem as mãos dadas pelo caminho da vida a dois. Se o coração não souber se contentarcom o mesmo sorriso largo no rosto, com o mesmo abraço que protege corpo, com a mesma transa que agrada a carne dia após dia, o amor perde o propósito de existir, dando lugar a similares estações de ônibus, que se desembarca a fim de saciar vontades em um curto período de estadia.

Mas eu continuarei aqui, sabendo apreciar o céu, o sol, a lua e tudo o que nunca será igual, mesmo que parecido. Permanecerei doce, mesmo com tanto amor amargo de quem me confundiu com uma dessas estações e se assustou quando descobriu que, na verdade, eu era casa afim de transformá-la em lar.

sexta-feira, 1 de janeiro de 2016

Reflexão






Hoje (ontem, só postei hoje dia 01) acordei com o coração apertado. Final de ano, momento inevitável para reflexões. Me lembrei das pessoas que ficaram para trás. Mas me lembrei ainda mais daquelas, pelas quais eu fui deixado para trás.


Sabemos que a vida nos leva para lá e para cá como bem entende. Muito do que gostaríamos de decidir, não fica realmente em nossas mãos. Conhecemos pessoas e somos obrigados a nos despedir um dia. Vivemos a saudade dos momentos que tivemos com elas e temos que nos contentar com o contato em redes sociais ou com os valiosos telefonemas, tão raros hoje em dia.

Mas e quando percebemos que não tivemos valor para alguém que nos dedicamos tanto? Um amigo ou amiga, que pensávamos, ser para sempre? Um lampejo, uma possibilidade de um amor que pareceu estar chegando e mais uma vez nos damos conta de que vivemos um momento descartável?

É difícil aceitar como nos tornamos descartáveis uns para os outros. Em nome de uma sobrevivência forçada, de uma sociedade enlouquecida em seu ritmo alucinante. Entramos nessa onda de velocidade e as pessoas que passam em nossas vidas chegam e se vão como água, não importando mais o que acontece em seguida.

Estes tempos atrás minha terapeuta me disse: “Quem vê você, vê um homem seguro, disponível, cheio de si e não imagina como você é de verdade por dentro”. Ela se referia a isso, à minha não aceitação do ser descartável, simplesmente o ser mais uma na vida de alguém, enquanto que o meu comportamento seguro talvez demonstre o contrário. Pareço eu ser mais um a tratar os demais de forma tão rasa?

A arte do desapego em relação às pessoas que passam em minha vida é algo que desconheço. Me apego sim. Gosto, curto, admiro e torço pela felicidade dos meus. E de preferência ao meu lado. Quando a vida é dura e leva de mim os que gosto, sofro, mas ao menos tenho a certeza de que foi a vida quem quis assim. Cruel é quando as pessoas nos descartam sem mais nem menos, sem ao menos ter a decência de nos dar um por que. Triste é ser desprezado e totalmente ignorado, como se nem tivéssemos existido.

Vivemos numa sociedade onde as pessoas “ficam”, trocam suas energias mais fortes e profundas com desconhecidos. Fogem de relações que somam em troca das que aparentemente não fazem diferença alguma, quando na verdade subtraem sim. Subtraem nossos sentimentos, nossos valores, nossas possibilidades de evolução emocional, de valorizar o outro, de conhecer o próximo e a si mesmo de forma mais profunda.

Nos tornamos uma sociedade doente, onde o conhecer pessoas em sua essência se tornou algo raro. O olhar ao outro com o coração é estranho e não natural como deveria ser. Amigos já não parecem ser tão amigos assim. Amores, só de final de semana ou fim de festa. Somos todos bem-vindos à era do coleguismo e dos relacionamentos virtuais. Centenas de mensagens no Whatsapp até a cama e um provável adeus logo em seguida.

Fico feliz ao não me encaixar nessa modernização das relações humanas. Gosto e faço questão da visita em casa, do encontro pessoalmente, do ouvir a voz e o olhar nos olhos. O abraço apertado e uma conversa franca sobre quem eu sou, além do que aparento ser. Aprecio o conhecer o outro na sua mais profunda intimidade, desde suas qualidades até as fraquezas mais escondidas. Admiro o buscar de afinidades. E o respeito pelas diferenças. Vivo o longo momento do conhecer e do se reconhecer no outro. Que para mim, vai bem além das centenas de mensagens via telefone celular. Começa no olhar e dura uma vida inteira.

Vivemos numa era de pessoas descartáveis, quando aceitamos ser tratados assim. E pior, quando olhamos para os demais de forma tão superficial. Se não nos encaixamos, acabamos por nos sentir sozinhos, por ainda possuirmos algo de tamanho valor e esquecido pela maioria: o amor ao próximo como a nós mesmos. Ainda que nos sintamos sozinhos, não estamos sós de verdade. Apenas ficou difícil encontrar os que sobraram da mesma espécie. Sejamos nós, os que sobraram, a perpetuar o que é duradouro. Que amizade e amor não entrem em extinção!