terça-feira, 20 de agosto de 2013

W.

Talvez seja você...
a vida vai dizer.
De qualquer forma,
obrigado por me fazer dormir sorrindo,

sábado, 17 de agosto de 2013

death is weird....

Bom...a verdade é que sinto que não há muita coisa a acrescentar no meu roteiro:
a morte por si só, é uma piada pronta.
A morte é ridícula.
Você combinou de jantar com uma garota, acabou de se apaixonar, está em pleno tratamento dentário.
Tem planos para semana que vem, precisa autenticar um documento em cartório...
Colocar gasolina no carro e no meio da noite...
MORRE.
Como assim?
E os e-mails que você ainda não abriu?
O livro que ficou pela metade?
O telefonema que você prometeu dar a tardinha para um cliente?
Não sei de onde tiraram esta ideia:
MORRER...
A troco de que?
Você passou mais de 10 anos da sua vida dentro de um colégio estudando fórmulas químicas que não serviram para nada, mas se manteve lá, fez as provas, foi em frente.
Praticou muita educação física, quase perdeu o fôlego. Mas não desistiu.
Passou madrugadas sem dormir para estudar pro vestibular mesmo sem ter certeza do que gostaria de fazer da vida, cheio de duvidas quanto à profissão escolhida...
Mas era hora de decidir, então decidiu, e mais uma vez foi em frente...
De uma hora pra outro, tudo isso termina...
Numa colisão na freeway...
Numa artéria entupida...
Para um câncer...
Num disparo feito por um delinquente que gostou do seu tênis...
Qual é?
Morrer é um chiste.
Obriga você a sair no melhor da festa sem se despedir de ninguém, sem ter dançado com a garota mais linda, sem ter tido tempo de ouvir outra vez sua música preferida, sem ter dito tudo o que você ensaiou.
 Você deixou em casa suas camisas penduradas nos cabides, sua toalha úmida no varal, e penduradas também algumas contas...
Os outros vão ser obrigados a arrumar suas tralhas, a mexer nas suas gavetas...
A apagar as pistas que você deixou durante uma vida inteira.
E imagino EU, que digo: - das minhas coisas cuido eu.
Que pegadinha macabra: você sai sem tomar café e talvez não almoce, caminha por uma rua e talvez não chegue na próxima esquina, começa a falar e talvez não conclua o que pretende dizer.
Não faz exames médicos, fuma dois maços por dia, bebe de tudo, curte costelas gordas e mulheres magras e morre num sábado de manha.
Se faz check-up regulares e não tem vícios, morre do mesmo jeito...
Isso é para ser levado a sério?
Tendo mais de cem anos de idade, vá lá, o sono eterno pode ser bem vindo...
Já não há muito mesmo a fazer, o corpo não acompanha a mente, e a mente também já rateia, sem falar que há quase nada guardado nas gavetas...aaah as gavetas...
 ok, hora de descansar em paz.
Mas antes de viver tudo?
Morrer cedo é uma transgressão, desfaz a ordem natural das coisas.
Morrer é um exagero.
E, como se sabe, o exagero é a matéria-prima das piadas.
Só que esta não tem graça.
Por isso é no mínimo interessante "viver tudo que há para viver".
Não se apegue as coisas pequenas e inúteis da vida...
e se dê a oportunidade de amar, mesmo que não lhe pareça uma boa...
Perdoe...
Sempre!!

sexta-feira, 16 de agosto de 2013

;;..;;

Eu, e não os acontecimentos, têm o poder de me fazerem sentir feliz ou infeliz hoje. Eu posso escolher como é que quero estar. O ontem está morto, o amanhã ainda não chegou. Eu tenho apenas este dia, o de hoje, e vou ser feliz enquanto este decorrer...

terça-feira, 13 de agosto de 2013

o silêncio que sufoca.

Existem certos sentimentos, certos momentos que, quando retornam a mim, trazem consigo uma dor inexplicável. Esses momentos podem ser revividos com um reencontro, com uma frase, um cheiro ou até mesmo em um simples instante de solidão e, tudo aquilo que um dia eu vivi e senti, se reacende.
Sei que aquilo que passou não volta mais, que não devemos nos prender ao que já foi vivido, mas não tenho conseguido controlar o que vem de dentro de mim. Não posso me impedir de sentir aquilo que está lá no fundo, pulsando em mim. Dizer o que sinto, me abrir, já não adiantaria mais, porque o momento passou, as palavras não saem, as pessoas não são as mesmas.
Certos momentos devem ser aproveitados somente quando acontecem, depois, revive-los já não é mais a mesma coisa. As pessoas mudam, atitudes mudam. O passar do tempo deixa marcas e levanta muros que já não podemos destruir. Se hoje eu dissesse o que ainda tenho dentro de mim, não mudaria a situação em que hoje estou, não mudaria em nada o rumo que tomamos.
Mas ainda não aprendi a controlar esse grito lá no fundo de minha alma que se desespera em meio ao meu silêncio, não aprendi a deixá-lo livre dentro de mim, não aprendi a não me sufocar a cada vez que tudo isso reaparece para mim e, é isso que me faz desesperar.
São sentimentos meus, uma realidade só minha, um sonho destruído para mim, não cabem a mais ninguém, não interessarão a mais ninguém. Talvez, no momento em que eu externá-los, retirá-los de dentro de mim, eles percam o seu real valor, eles deixem de representar aquilo que representam. Mas nunca foi essa a minha intenção, eu nunca quis minimizar o que sinto, o que quero. Eu nunca quis perder esse elo que tenho com a dor, com a perda, com o medo, com o meu passado.
A única coisa que eu realmente quero é aprender a conviver com essa mistura de sentimentos, aprender a conviver com o retorno desses momentos. Quero mesmo é sentir o meu silêncio, desfrutar da minha solidão, abafar minhas lágrimas com um terno sorriso. Quero mesmo é que mesmo sem dizer, você entenda o que sinto.

sexta-feira, 9 de agosto de 2013

Sobre a hora de desistir...



Um dia desses eu li uma frase que me causou um grande impacto: “Desistir de tentar pode ser uma atitude inteligente.”

O meu primeiro pensamento foi: como assim? Um incentivo à desistência? Esta frase vai contra os milhares de livros de auto-ajuda e frases motivacionais que dizem que nunca devemos desistir; que quem luta com vontade sempre alcança o que deseja; que nenhum sonho é impossível...

É claro que quem utiliza estas frases de incentivo está coberto de boas intenções, quer apoiar alguém a lutar, a se empenhar para atingir seus objetivos. Muito louvável! Mas será que a esperança realmente não morre nunca? Será que acreditar indefinitamente que alguma coisa vai acontecer ou alguém vai mudar realmente vale à pena?

Tentar sim; ter esperança sim; mas por quanto tempo? Quantos meses ou anos de uma vida devem ser consumidos lutando por alguma coisa que nunca vai acontecer?

Eu sempre fui destas pessoas que sempre acha que tudo vai dar certo (mesmo quando demora muito) mas agora, mais experiente, eu também vejo o outro lado: nem tudo é possível! Nem todo mundo muda (às vezes a pessoa nem quer mudar, apenas nós queremos que ela mude!). Algumas coisas realmente não vão acontecer e não vai mudar nada a gente ficar anos investindo e tendo esperança em algo.

Mas o mais difícil é saber a hora de desistir. Qual é o tempo máximo que devemos investir antes de bater em retirada? Quantas decepções devemos aguentar antes de enxergar que não tem jeito?

Eu já perdi muito tempo persistindo, me dedicando, investindo tempo, acreditando que ia acabar valendo à pena. Já perdi alguns anos acreditando em relacionamentos onde só eu investia e só eu realmente queria. Muitas vezes outras pessoas enxergavam que eu estava investindo o meu tempo e a minha dedicação à toa, mas eu não estava "pronto" pra enxergar isto.

Estes anos mal investidos não voltam, só servem para nos fazer enxergar que a esperança tem que ter limite!

Nós precisamos conseguir analisar se realmente existem chances de sucesso numa batalha. Investir indefinidamente, ilimitadamente, é prova de persistência, mas também pode ser ingenuidade ou teimosia.

Se alguém trabalha duramente há anos numa empresa, recebendo um salário muito aquém do que merece, e vendo outras pessoas (ou nenhuma) tendo oportunidades, até quando vai continuar esperando? Desiste! Começa a procurar uma empresa que reconheça o teu mérito e esteja disposta a te recompensar pela tua dedicação.

Se está num relacionamento onde já teve que perdoar várias vezes e a pessoa volta a cometer os mesmos erros? Desiste, esta pessoa não está mudando e só vai continuar te fazendo infeliz.

Não sou uma pessoa derrotista, só quero dizer que a gente deve lutar sim, mas de olhos abertos.

A gente deve tentar, investir, esperar, lutar, mas até um certo ponto. A gente tem o direito de desistir sim, e não tem nada de errado nisto. Desistir do que nos faz sofrer ou do que nunca vamos poder alcançar é uma atitude madura de alguém que quer ser feliz.

A nossa vida é muito preciosa pra desperdiçarmos longos períodos com batalhas inúteis.

Verme

Antes, quando você estava aqui
Eu nem conseguia te olhar nos olhos
Você é como um anjo
E sua pele me faz chorar
Você flutua como uma pena
Em um mundo maravilhoso
Eu queria ser especial assim...
Você é especial pra caralho

Mas eu sou um verme, sou um esquisitão
Que diabos estou fazendo aqui?
Eu não pertenço a este lugar...
Eu não ligo se isso machuca
Eu quero ter o controle
Eu quero uma alma perfeita
E eu quero que você perceba
Quando eu não estiver por perto
Que você é tão especial...

Ela corre pela porta
Ela corre
Ela corre, corre, corre, corre...

Seja lá o que te faça feliz
Seja lá o que você deseje
Tão especial...
Eu queria ser esse 'algo especial'

Mas eu sou um verme, sou um esquisitão
Que diabos estou fazendo aqui?

Eu não pertenço a este lugar