Sentimento estranho que revolve entranhas e destrói sorrisos.
Há sombras que se misturam, imagens que se revoltam e desaparecem, palavras que desvanecem com violência da mente. Há uma porta trancada com a fechadura roída pela ferrugem. Há uma janela que bate incessantemente e faz saltar a tinta branca da madeira, duas lágrimas contidas a encher os olhos, dois lábios cerrados, encostados a uma alma inquieta devastada pelo vento.
E depois há dedos nervosos a balançar agilmente a caneta, unhas frágeis entre os dentes irrequietos, uma respiração entrecortada que não deixa sossegado o coração. Há palavras arremessadas contra os momentos que magoam, palavras que escorregam suavemente na pele e deixam marca. Há olhares aflitos, há fotografias manchadas de sal, espaços vazios do sol, feridas abertas que sangram, cicatrizes escondidas...Punhais pousados nas mesas, espadas encostadas ao sofá.
Há um cheiro de luta no ar, mas as cores que vejo vêm das tuas lágrimas...
Hello darkness, my old friend, I've come to talk with you again, Because a vision softly creeping, Left its seeds while I was sleeping, And the vision that was planted in my brain Still remains Within the sound of silence.
quarta-feira, 25 de agosto de 2010
Tempo...Paradoxo...
O paradoxo de nosso tempo na história é que temos edifícios mais altos, mas pavios mais curtos; auto-estradas mais largas, mas pontos de vista mais estreitos; gastamos mais, mas temos menos; nós compramos mais, mas desfrutamos menos.
Temos casas maiores e famílias menores;mais medicina, mas menos saúde. Temos
maiores rendimentos, mas menor padrão moral.
Bebemos demais, fumamos demais, gastamos de forma irresponsável, rimos de
menos, dirigimos rápido demais, nos irritamos muito facilmente, ficamos
acordados até tarde, acordamos cansados demais, raramente paramos para ler
um livro, ficamos tempo demais diante da TV e raramente pensamos...
Multiplicamos nossas posses, mas reduzimos nossos valores. Falamos demais,
amamos raramente e odiamos com muita frequência. Aprendemos como ganhar a vida, mas não vivemos essa vida.
Adicionamos anos à extensão de nossas vidas, mas não vida á extensão de nossos anos. Já fomos à Lua e dela voltamos, mas temos dificuldade em atravessar a rua e nos encontrarmos com nosso novo vizinho.
Conquistamos o espaço exterior, mas não nosso espaço interior. Fizemos
coisas maiores, mas não coisas melhores. Limpamos o ar, mas poluímos a alma.
Estes são tempos de refeições rápidas e digestão lenta; de homens altos e
caráter baixo; lucros expressivos, mas relacionamentos rasos. Estes são
tempos em que se almeja paz mundial, mas perdura a guerra no lares; temos
mais lazer, mas menos diversão; maior variedade de tipos de comida, mas
menos nutrição.
São dias de duas fontes de renda, mas de mais divórcios; de residências mais
belas, mas lares quebrados.
São dias de viagens rápidas, fraldas descartáveis, moralidade também
descartável, ficadas de uma só noite, corpos acima do peso, e pílulas que
fazem de tudo: alegrar, aquietar, matar.
É um tempo em que há muito na vitrine e nada no estoque; um tempo em que a
tecnologia pode levar-lhe estas palavras e você pode escolher entre fazer
alguma diferença, ou simplesmente apertar a tecla Del.
Temos casas maiores e famílias menores;mais medicina, mas menos saúde. Temos
maiores rendimentos, mas menor padrão moral.
Bebemos demais, fumamos demais, gastamos de forma irresponsável, rimos de
menos, dirigimos rápido demais, nos irritamos muito facilmente, ficamos
acordados até tarde, acordamos cansados demais, raramente paramos para ler
um livro, ficamos tempo demais diante da TV e raramente pensamos...
Multiplicamos nossas posses, mas reduzimos nossos valores. Falamos demais,
amamos raramente e odiamos com muita frequência. Aprendemos como ganhar a vida, mas não vivemos essa vida.
Adicionamos anos à extensão de nossas vidas, mas não vida á extensão de nossos anos. Já fomos à Lua e dela voltamos, mas temos dificuldade em atravessar a rua e nos encontrarmos com nosso novo vizinho.
Conquistamos o espaço exterior, mas não nosso espaço interior. Fizemos
coisas maiores, mas não coisas melhores. Limpamos o ar, mas poluímos a alma.
Estes são tempos de refeições rápidas e digestão lenta; de homens altos e
caráter baixo; lucros expressivos, mas relacionamentos rasos. Estes são
tempos em que se almeja paz mundial, mas perdura a guerra no lares; temos
mais lazer, mas menos diversão; maior variedade de tipos de comida, mas
menos nutrição.
São dias de duas fontes de renda, mas de mais divórcios; de residências mais
belas, mas lares quebrados.
São dias de viagens rápidas, fraldas descartáveis, moralidade também
descartável, ficadas de uma só noite, corpos acima do peso, e pílulas que
fazem de tudo: alegrar, aquietar, matar.
É um tempo em que há muito na vitrine e nada no estoque; um tempo em que a
tecnologia pode levar-lhe estas palavras e você pode escolher entre fazer
alguma diferença, ou simplesmente apertar a tecla Del.
terça-feira, 24 de agosto de 2010
Despedida...
De repente do riso fez-se o pranto
Silencioso e branco como a bruma
E das bocas unidas fez-se a espuma
E das mãos espalmadas fez-se o espanto.
De repente da calma fez-se o vento
Que dos olhos desfez a última chama
E da paixão fez-se o pressentimento
E do momento imóvel fez-se o drama.
De repente, não mais que de repente
Fez-se de triste o que se fez amante
E de sozinho o que se fez contente.
Fez-se do amigo próximo o distante
Fez-se da vida uma aventura errante
De repente, não mais que de repente.
...Aos que partem, aos que ficam, aos que partiram, tudo o que foi um dia agora se vê obrigado a adaptação, a falta, o vazio, a saudade, a amargura, a vontade reprimida...
Uma "carta" sem esperar, o recado ilegível era a minha "sentença", o meu "futuro" me chamando para chegar antes da hora marcada.
Silencioso e branco como a bruma
E das bocas unidas fez-se a espuma
E das mãos espalmadas fez-se o espanto.
De repente da calma fez-se o vento
Que dos olhos desfez a última chama
E da paixão fez-se o pressentimento
E do momento imóvel fez-se o drama.
De repente, não mais que de repente
Fez-se de triste o que se fez amante
E de sozinho o que se fez contente.
Fez-se do amigo próximo o distante
Fez-se da vida uma aventura errante
De repente, não mais que de repente.
...Aos que partem, aos que ficam, aos que partiram, tudo o que foi um dia agora se vê obrigado a adaptação, a falta, o vazio, a saudade, a amargura, a vontade reprimida...
Uma "carta" sem esperar, o recado ilegível era a minha "sentença", o meu "futuro" me chamando para chegar antes da hora marcada.
segunda-feira, 23 de agosto de 2010
Frágil
Você foi atingida por balas todos esses anos, eu sei.
Aí ao seu lado, voltam as lágrimas.
E você evitou a possibilidade quando arrumou a sua cama encima da amargura.
Agora, não se preocupe.
Não há necessidade de se arrepender
Há ainda tempo para se animar.
Porque o amor que você sentiu ainda está lá dentro
Ela pode ser a fotografia desbotada, mas eu sei que você se importa.
Então não se esconda.
Se você estiver com medo, estou aqui ao seu lado.
Se você se perder, eu estou aqui para te guiar.
E eu te darei a paz quando a paz é frágil.
Amor é todo o bem que ainda está em você.
Amor é a paz quando a paz é frágil.
Você ultrapassou os limites para chegar a um acordo
Como você anda se esfregando da forma errada
Só pra ser o gênio de outra pessoa
Abastecendo seu desastre com todas as suas necessidades
Esperando para finalmente ser livre
Eu disse, querida, não se preocupe,
a vida vai continuar.
Basta levá-la lentamente.
(pois o amor...)
(pois o amor...)
terça-feira, 17 de agosto de 2010
...Batalha contra o tempo...
... Estou navegando para mares não descobertos ...
Eu vejo uma luz dourada brilhando longe
Não posso dizer se vou chegar lá um dia
Estendo minhas mãos mas não há ninguém no meu caminho
Não consigo dormir porque meu corpo queima
Suor frio, não posso respirar, estou perdendo a cabeça
O reflexo do espelho mostra um homem diferente a noite.
E conforme as horas e segundos passam
Sinto cada sentimento meu murchar e morrer
Sinto mesmo essa dor...(?)
Porque as vezes não sei dizer se estou acordado
Olhando a noite, a esperança se foi
Carregando tantos fardos no meu coração
Olhando a noite com olhos cansados
Esperando por nada minha vida toda
eu...batalho contra o tempo
Estou coberto de gelo frio, eu estou voando nos céus negros
lutando todo dia, mas parece que, é sempre a mesma coisa
Oh tempo, você corta meu coração e minha alma
Você entalha minha vontade e paixão da vida
Porque esses dias vazio estão me furando como flechas
Eu não sinto nada, a não ser amor e ódio
tanto fogo por dentro, tanto deixado por fazer
Amor & Ódio
... Estou navegando e nunca mais nada mais vai ser igual ...
Note: Hoje é meu aniversário...motivo interessante para alguns comemorarem, mais um ano de vida? ou mais um ano que morro? É intrigante essa linha de tempo através do dois pontos de vista...
Note: Hoje é meu aniversário...motivo interessante para alguns comemorarem, mais um ano de vida? ou mais um ano que morro? É intrigante essa linha de tempo através do dois pontos de vista...
sexta-feira, 13 de agosto de 2010
Tristeza e ódio
Triste noite, o choro do céu estrelado e vento
Leve-me para onde as luzes deslumbrantes estão se apagando
Pelas sombras de ódio e pelos fogos da graça
Eu segui a voz na noite, linda como um céu negro
Mas nada encontrei
Meus pensamentos são capturados pelos mágicos cânticos
dos espíritos,
mas não posso vê-los com esses olhos.
Perdido estou nesta melancólica corrente
perdido para sempre na minha vida
A neve cai nas folhas, estou abandonado no frio
As sombras estão chorando na luz da lua
Será esta a ultima noite de minha vida?
Já chegamos de nossa jornada, devo te perguntar agora.
Ao menos posso chorar, porque essas palavras tristes me chamam nessa noite
Meus olhos sangram por você minha estrela, meu orgulho e amor do meu coração
Mas você tinha que voar tão longe? Eu me enfureci e isso acabou comigo
Te prometo com tristeza e ódio
Onde quer que eu vá, você saberá...
Eu dou minha vida as folhas
para o luar sangrento
para o choro das sombras
EU DOU A MINHA VIDA A VOCÊ
quarta-feira, 11 de agosto de 2010
"Morte Branca"
Quase noite, num horizonte rubro
Pintando milhares de lagos de vermelho
Com seu exército aproximando ao leste
Um caçador está trocando de presa
Sozinho, um homem com sua arma
vagando na selva
Te rastreando, você não pode se esconder
Uma vez que ele está em seu rastro
Na noite, um clarão nas trevas
Morte Branca está indo em seu caminho
O medo de seus inimigos, um herói em casa
Centenas cairão por sua arma
Você está na mira do franco-atirador
a primeira morte da noite
Hora de morrer
Você está no caminho da bala
A presa do Morte Branca
Diga adeus!
Depois do amanhecer, quando a manhã é quebrada
Neve, uma vez branca se torna vermelha
Cem soldados, nós os temos à mira
A lenda de um franco-atirador nasce
Neve na boca, escondendo a sua respiração
Ele tem a mão firme
Olho no olho, alvo na mira!
O momento de disparo chegou
Centenas de mortes, um homem e seu rifle
Encarna a força de vontade dos "Finlandeses"
Fique fora da vista e cubra sua cabeça
Quando ele puxar o gatilho você está morto!
Você está na mira do franco-atirador
a primeira morte da noite
Hora de morrer
Você está no caminho da bala
A presa do Morte Branca
Diga adeus!
sexta-feira, 6 de agosto de 2010
Divisão Fantasma
Rápido como o vento
A invasão já começou
Balançando o chão
Com uma força de 1.000 armas
Primeiro na linha de fogo
Primeiro em terra hostil
Tanques lideram o caminho
Lideram o caminho
Avançando as linhas com a força de uma tempestade furiosa
Rápido como o relâmpago fantasma do enxame
200 milhas ao anoitecer tomadas dentro de um dia
Assim, ganhando o seu nome, ganhando a sua fama
Eles são a Elite "Panzer"
Obrigado a competir
Nunca Retiro
(Divisão Fantasma)
Vivo ou morto
Sempre à frente
Alimentado por seu pavor
Sempre à frente como a fúria da Blitzkrieg
Destruindo a moral com o som das armas em chamas
Primeiro na linha de fogo
Primeiro em terra hostil
Tanques lideram o caminho
Deixando um rastro de destruição através de uma terra estrangeira
ataque maciço para servir o plano nazista
Sem comunicação
"Panzers" estão longe
Assim, ganhando o seu nome, ganhando a sua fama
Empurrando a linha de frente com toda a força
Abrindo o caminho para os Panzerkorps
Primeiro na linha de fogo
Primeiro em terra hostil
Tanques lideram o caminho
Reivindicando a fama...
"Todos os homens buscam a felicidade. E não há exceção. Independentemente dos diversos meios que empregam, o fim é o mesmo. O que leva um homem a lançar-se à guerra e outros a evitá-la é o mesmo desejo, embora revestido de visões diferentes. O desejo só dá o último passo com este fim. É isto que motiva as ações de todos os homens, mesmo dos que tiram a própria vida. "
"Todos os homens buscam a felicidade. E não há exceção. Independentemente dos diversos meios que empregam, o fim é o mesmo. O que leva um homem a lançar-se à guerra e outros a evitá-la é o mesmo desejo, embora revestido de visões diferentes. O desejo só dá o último passo com este fim. É isto que motiva as ações de todos os homens, mesmo dos que tiram a própria vida. "
quinta-feira, 5 de agosto de 2010
Qual o preço de uma milha!?
Ouça o som das metralhadoras
Ouça o seu som ecoar na noite
Morteiros em chamas, chovem na cena
Cicatrizes nos campos, que uma vez, foram verdes
É um impasse na linha de frente
aonde os soldados descançam na lama
Casas de rosas, tudo se foi
Não há glória a ser conquistada
Saiba que muitos homens irão sofrer
Saiba que muitos homens irão morrer
Meio milhão de vidas em jogo
Nos campos de Paschendale
E quando a noite cai o general chama e a batalha continua
Anseio por saber qual o propósito disso tudo
Qual o preço de uma milha
Milhares de pés marchando para a derrota, é um exercito em marcha
Longe de casa, pagando o preço em vida de jovens homens
Milhares de pés marchando para a derrota, é um exercito em desespero
Com lama até os joelhos, presos em uma trincheira sem saida
Milhares de metralhadoras
Disparando durante a noite
Morteiros posicionados destroem a paisagem
Armas nos campos que ja foram verdes
Ainda um beco sem saida na linha de frente
Onde os soldados morrem na lama
Rosas, casas que a muito se foram
Ainda não há gloria a ser conquistada
Saiba que aqueles homens sofreram
Saiba que aqueles homens morreram
Seis milhas de chão foram vencidas
Meio milhão de homens se foram
Enquanto os homens se arrastam, o general chama e a matança continua
Anseio por saber qual foi o propósito disso tudo
Qual o preço de uma milha
Milhares de pés marchando para a derrota, é um exercito em marcha
Longe de casa, pagando o preço em vida de jovens homens
Milhares de pés marchando para a derrota, é um exercito em desespero
Com lama até os joelhos, presos em uma trincheira sem saida
Jovens estão morrendo
Eles pagam o preço
Oh como eles sofrem
Então me diga, qual o preço de uma milha...
"Coloque seus soldados em posição, de forma que não há como escapar, então eles pretendem morrer para voar."
Menegucci Raul C.
"Coloque seus soldados em posição, de forma que não há como escapar, então eles pretendem morrer para voar."
Menegucci Raul C.
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