quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Sim...aqui tem um texto...

As letras misturam-se e as frases que construo levam-me a ti. Finjo que é falta de inspiração e rasgo as folhas que escrevi, mas a cada recomeço encontro o teu sorriso e não sei como apagá-lo da mente. Apetece-me esquecer tudo, limpar as horas e voltar à página em branco para que, de uma forma menos inocente, eu consiga contornar tudo o que me fez chorar.
E a verdade é que as linhas que traçamos no chão nem sempre se mantêm firmes, rectas e intransponíveis. Os dias forçam-nos a escolher as palavras, a olhar o chão que tencionamos pisar antes de o fazer, a provar antes de comer. E é tudo tão simples que chega a tornar-se complexo: uma borboleta não é só uma borboleta, mas é a forma como olhamos que a transforma em muito mais do que isso. Tudo à nossa volta se ajusta ao nosso olhar e, quase sem saber, fazemos da vontade de viver uma desculpa para vergar o quotidiano aos passos que damos.
Mas, para já, quero que as palavras me obedeçam. Preciso que as minhas palavras deixem de ser tuas e voltem a submeter-se a mim. Quero que o escrever, sobretudo o escrever-me, não seja escrever-te.

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Vá embora....

Me desculpe pelo demônio que eu me tornei
Você devia se desculpar pelo anjo que você não é
Eu peço desculpas pelas coisas cruéis que eu fiz
Mas eu não me arrependo de nenhuma palavra que eu disse

Apenas vá embora
Torne isso mais fácil para você
Apenas vá embora
Por favor, me liberte desse inferno
Apenas vá embora
Não há mais nenhum sentimento
Apenas vá embora
Finja que nada disso é real

Você me perdoaria
Se eu dissesse que eu me importei
Você se desculparia
Se eu prometesse que eu estaria aí
Por favor, me desculpe
Por rir quando você caiu
Eu sinto muito
Mas eu nunca me importei na verdade

Apenas vá embora
Torne isso mais fácil para você
Apenas vá embora
Por favor, me liberte desse inferno
Apenas vá embora
Não há mais nenhum sentimento
Apenas vá embora
Finja que nada disso é...
Nada disso é...

Apenas vá embora
Torne isso mais fácil para nós dois
Apenas vá embora
Nunca existiu alguma esperança
Apenas vá embora
Você já conhece o acordo
Apenas vá embora
Finja que nada disso
Nada, nada disso foi real...


'mais um dia nesse inferno...'

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Menos de um segundo...

Lembro de nós dois
Sorrindo na escada aqui
Estava tudo tão bem
E de repente acabou

Vozes no portão
Passos no saguão
Poderia ser você
Mas faz tempo que partiu

Deixou algo aqui, e pouco a pouco encontro seus sinais

Menos de um segundo e eu já perco o ar
Quase um minuto, quero te encontrar
É um sentimento que preciso controlar
Porque você se foi
Não está aqui

Tudo que ficou
Mexe com meu interior
Isso afeta meus sentidos
Foi o seu cheiro que sumiu

Tudo acabou, interrompeu-se tudo que existiu

Partiu num dia qualquer
Sem ao menos dizer adeus
E o que ficou?
Um coração que sofre
Como quem espera a próxima entrada da estação
E o que separa o frio do calor
É a emoção de saber que vou
Poder te reencontrar um dia
Eternamente te encontrar
Eternamente encontrar você

Menos de um segundo e eu já perco o ar
Quase um minuto, quero te encontrar
É um sentimento que preciso controlar
Porque você se foi
Não está aqui...


Deixo essa poesia/música...dedico-a a um grande amigo, Aranha!
É cara eu sei que essa porra deixa nós meio bolados, mas vale lembrar...
Abraço!

quarta-feira, 8 de setembro de 2010


Lento, compassado. O corpo esquecido num berço de madeira sem protecções. As ondas de dor abraçam-na suavemente e o vento lava-lhe as lágrimas que não quer deixar cair. Os dedos apertados na corda grosseira dão-lhe a segurança insegura de quem raramente tem a certeza mas nunca pensa em duvidar. Os pés cruzados amarram a vontade de fugir e o balanço continua. Insistente, regular, constante. Como se fosse durar para sempre...




sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Esse amor, essa raiva

Em tempos de necessidade
Apenas alguns podem ver o que está errado
Milhões terminam errado
Mas aqueles que escolhem conseguem passar por tudo isto
Poucos podem cantar como leões
Porque nos cantamos ate irem embora
E nós nos protegemos
Ate voltarmos para onde pertencemos

Uma mulher segurava meu escudo
E através das batalhas que erramos
Um homem me diria sabedoria através da estatica que passavamos
E talves quando tivessem ido olhar as estrelas
Todo início tem seu fim
Mesmo quando temos de aprender a crescer por cima de tudo

Estas mentiras estão me tirando do caminho
É demais para eu ficar
Eu não quero viver este destino
Ele continua interminável
Eu te vejo então por favor continue forte
Eu vou cantar para você uma última música e então irei embora
Eu não quero viver este destino
Ele continua interminável

E nós uma vez também tivemos uma história
Você pode ver que apenas homens bons vêm aos poucos
Mesmo em nossos melhores momentos
Nós podemos ganhar ou podemos perder
Cada musica tem sua regra
Você tem que aprender para conseguir faze-las
Talve um dia poderemos escolher
Como é sentir ser uma mulher ou um homem
Sem regras estamos enterrados profundamente
Há uma colagem de imagem
Então quando meu corpo virar cinzas apenas cante a verdade
Que estas palavras possam fortalecer todos os seus pontos de vista
Porque estas palavras foram feitas para você

E agora eu estou flutuando bem em cima do meu caixão enquanto ele se fecha
Eu olho para baixo e me vejo sair
Enquanto ela chora no ombro de minha mãe
Eu olho para o céu enquanto os portões do céu se abrem
Algo está errado, isso é destino ou estou indo para casa
O que acontecerá com minha alma
Eu irei voltar, Eu não sei
Você irá me encontrar quando isso acabar e você sabe
Você pode me econtrar aqui no céu
Você nunca me deixa partir
Esse amor, essa raiva
Estão me afastando...

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

[...]²

Às vezes não sei o que te dizer. Porque, às vezes, duvido de tudo, questiono tudo o que me rodeia e sinto medo. Às vezes não sei encontrar as palavras para te ler. Não sei ver nos teus olhos aquilo que quero acreditar que sentes. Há momentos em que os sinais se misturam e nada do se move à minha volta se encaixa. Tudo se mistura numa sinfonia sem maestro. E por breves instantes nada do que represento sou eu, nada do que respiro é meu.

Por breves instantes, respirar é involuntariamente voluntário e o sal do corpo é difícil de guardar. Por momentos, nada faz sentido e tudo grita... e o teu silêncio grita ainda mais, até que a música dos dias se consome num latejar compassado e mudo, como se pedisse desculpa por não poder parar e suspirar de alívio. Por breves instantes tudo se mistura e nada encontra o seu lugar. Nesses instantes, pega-me na mão e aperta-a até que o universo fique completo outra vez.


Leia escutando essa música ^^,
Enfim, para os poucos que acompanham esse blog, mais uma coisa sobre mim...eu gosto de música country ^^,

Joe Nichols