Há quem diga que neste mundo não há recompensa para quem é bom. E talvez haja verdade nisso. O mundo, muitas vezes, parece premiar a esperteza disfarçada de inteligência, o egoísmo travestido de força, a frieza vendida como equilíbrio.
Mas ser bom nunca foi sobre receber aplausos. Ser bom é um ato silencioso de resistência uma escolha que se renova todos os dias, mesmo quando o mundo não entende, não valoriza e não retribui.
Há quem nasça com a bondade como instinto, e há quem a conquiste após atravessar a própria escuridão. Ambos merecem respeito. A diferença é que o segundo sabe, por experiência, o preço e o poder de ser bom em um mundo que não é.
E talvez a recompensa não esteja nas mãos, nem no bolso, nem no aplauso. Talvez ela esteja na alma – na leveza de deitar a cabeça no travesseiro e saber que, apesar de tudo, você continua sendo alguém que escolhe o bem...
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