sábado, 27 de dezembro de 2025

Angústia...


Às vezes me pergunto quando foi que a vida começou a pesar… Em que momento os dias deixaram de ser leves e passaram a exigir força? Quando foi que caminhar virou resistência, e não apenas escolha? Me perdi pelo caminho ou apenas superei quem eu era antes? Os desafios que aparecem são para me quebrar ou para me ensinar a ficar de pé de outro jeito? Em que momento aprendi a engolir o choro e chamar isso de maturidade? E quando isso começou a parecer correto? Quantas vezes segui adiante apenas porque já não havia volta…? Quantas partes de mim ficaram para trás tentando sobreviver ao que nunca escolhi viver. Talvez a vida não tenha ficado mais difícil. Talvez eu tenha aprendido a perceber mais as coisas. A notar os silêncios, os cansaços acumulados, os pequenos lutos que ninguém nomeia. Talvez crescer não seja endurecer, mas sentir com mais profundidade — e ainda assim continuar. Talvez o peso não esteja nos dias, mas na consciência do tempo. Na clareza de que algumas escolhas não voltam, de que certas perdas não se explicam, apenas se carregam. E mesmo assim, sigo. Não porque seja fácil, mas porque algo em mim insiste.Insiste em permanecer, em aprender, em existir — mesmo quando existir cansa.

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