De repente do riso fez-se o pranto
Silencioso e branco como a bruma
E das bocas unidas fez-se a espuma
E das mãos espalmadas fez-se o espanto.
De repente da calma fez-se o vento
Que dos olhos desfez a última chama
E da paixão fez-se o pressentimento
E do momento imóvel fez-se o drama.
De repente, não mais que de repente
Fez-se de triste o que se fez amante
E de sozinho o que se fez contente.
Fez-se do amigo próximo o distante
Fez-se da vida uma aventura errante
De repente, não mais que de repente.
...Aos que partem, aos que ficam, aos que partiram, tudo o que foi um dia agora se vê obrigado a adaptação, a falta, o vazio, a saudade, a amargura, a vontade reprimida...
Uma "carta" sem esperar, o recado ilegível era a minha "sentença", o meu "futuro" me chamando para chegar antes da hora marcada.
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